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Defesa de Zambelli diz que vai recorrer de extradição

A Justiça italiana decidiu, nesta quinta-feira (26), pelo processo de extradição da ex-deputada Carla Zambelli. Ela está presa no país europeu há oito meses e pode seguir para o Brasil, onde seguirá cumprindo a pena.

Zambelli, que é nascida no Brasil, mas conta com cidadania italiana, se encontra desde 29 de julho de 2025 em um presídio feminino na periferia de Roma, abrigando mulheres classificadas como de segurança média e alta.

Integração Itália-Brasil

O último passo necessário a ser dado pela Itália na questão, após a afirmativa da Justiça, é a análise do processo pelo Ministério da Justiça do país, que é o responsável por liberar oficialmente a transferência.

A partir do aval do Ministério da Justiça italiano, o governo brasileiro é comunicado. Quem fica a cargo da logística de deslocamento de Zambelli é a Polícia Federal brasileira, responsável por realizar a escolta policial a todo o momento.

Já no Brasil, a previsão é de que Zambelli ocupe uma cela na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, apelidada de ‘Colmeia’.

Enquanto isso, a defesa dela confirmou que vai recorrer da decisão sobre a extradição.

Relembre o processo

Zambelli, então deputada federal pelo Partido Liberal por São Paulo, foi julgada pelo STF por duas diferentes ocasiões: a primeira, em maio de 2025, pela invasão a sistemas e por adulteração de documentos do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Essa foi a decisão que culminou na perda de mandato e em sua eventual prisão – com pena de dez anos em regime inicial fechado –, além de uma multa no valor de dois mil salários mínimos e uma indenização de R$ 2 milhões por danos materiais e morais coletivos.

Em agosto de 2025, com Zambelli já presa, mais uma condenação: pena de cinco anos e três meses em regime semiaberto por porte ilegal de armas e constrangimento ilegal. A ex-parlamentar perseguiu e ameaçou com uma arma o jornalista Luan Araújo, em via pública, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.

Após o mandado de prisão ser emitido, ela fugiu do país e buscou refúgio na Itália, o que foi negado. Dois meses depois, autoridades locais, junto à Polícia Federal, executaram a prisão.

(Portal R7)

Cibelle Freitas
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