Semana de 8 a 14 de março de 2026
Algumas tragédias não acontecem de repente. Elas vão sendo anunciadas. Sinais aparecem. Alertas surgem. E, mesmo assim, muitas vezes nada muda.
O Brasil convive hoje com problemas graves que expõem exatamente isso: situações que poderiam ser evitadas, mas continuam se repetindo. Um deles é o feminicídio.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que a violência contra a mulher segue fazendo vítimas no país. E, infelizmente, essa realidade também aparece bem perto de nós.
Nesta semana, um crime brutal chocou a região. A haitiana Esther Estinor, de 39 anos, foi encontrada morta nos fundos da própria casa em Votorantim, na Região Metropolitana de Sorocaba. O caso é investigado como possível feminicídio.
Uma vida interrompida de forma violenta. Uma família destruída. Uma comunidade inteira impactada.
Casos assim provocam indignação. Mas também precisam provocar reflexão.
Na maioria das vezes, o feminicídio não começa no crime final. Ele começa antes — nas ameaças, nas agressões e nos relacionamentos abusivos. Por isso, denunciar é fundamental.
No Brasil, qualquer pessoa pode procurar ajuda pelo telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher mantido pelo Ministério das Mulheres.
Mas denunciar, sozinho, não resolve tudo.
O poder público precisa agir antes que a violência chegue ao seu desfecho mais cruel.
É preciso fortalecer delegacias especializadas, ampliar medidas de proteção e oferecer apoio real às vítimas.
E quando falamos em segurança, outro episódio recente também chama a atenção.
Nesta semana, um motorista do transporte coletivo foi agredido por dois homens dentro de um ônibus da linha T150, em Sorocaba.
Foi o segundo caso de agressão contra motoristas em menos de uma semana.
Profissionais que trabalham transportando milhares de pessoas todos os dias passaram a enfrentar também a violência durante a jornada de trabalho.
Situações como essa reforçam a sensação de insegurança que muitos brasileiros vivem diariamente. E a pergunta volta a aparecer: onde está a prevenção?
Agora, olhemos para outro problema que também se repete todos os anos: as enchentes.
Bastam alguns dias de chuva forte para que bairros inteiros fiquem alagados, famílias percam móveis, casas e memórias.
E, novamente, surge a mesma pergunta: isso poderia ter sido evitado?
Na maioria das vezes, sim.
Faltam obras de drenagem, planejamento urbano e ações permanentes de prevenção. Assim como na segurança pública, o poder público costuma agir depois da tragédia. Quando o correto seria agir antes.
Governar não é apenas reagir às crises. Governar é antecipar problemas e proteger a população. E aqui surge uma reflexão que também envolve cada cidadão: governantes não surgem por acaso; eles são escolhidos pelo voto.
Por isso, é fundamental que o eleitor se informe melhor sobre quem pretende ocupar cargos públicos. É preciso conhecer propostas, histórico e compromisso real com políticas públicas capazes de enfrentar desafios como a violência, a insegurança e os problemas estruturais das cidades.
O Brasil não pode continuar convivendo com tragédias anunciadas. Nem com crimes que poderiam ser evitados. Nem com trabalhadores agredidos no exercício da profissão. Nem com enchentes que se repetem todos os anos.
A sociedade precisa cobrar. E a política precisa, finalmente, deixar de ser apenas discurso… para se tornar solução; por isso, neste ano, quando as eleições majoritárias ocorrem, é a oportunidade que nós, cidadãos responsáveis, temos para escolher bem quem queremos que, de fato, nos represente.
Cruzeiro FM, com você o tempo todo!!!
Uma escola de paraquedismo foi atingida por um incêndio na madrugada desta terça-feira (17), no…
A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (17), mais de 30 mandados de busca e apreensão…
A Polícia Civil pediu nesta terça-feira (17) a prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido…
Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, está morando em…
A Polícia Civil de Itu prendeu um homem por tráfico de drogas e apreendeu entorpecentes…
O jornalista Alexandre Garcia comenta no quadro Poder e Política sobre investigações em torno de…