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Em busca de equilíbrio, empresas reforçam programas de saúde mental

A saúde mental no ambiente de trabalho deixou de ser um tema periférico e passou a ocupar posição central nas políticas de gestão de pessoas. O movimento ganhou força com a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), em vigor desde maio, que obriga todas as empresas a incluírem riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. A partir de maio de 2026, o descumprimento poderá gerar multas.

Entre os riscos que agora precisam ser oficialmente mapeados estão estresse crônico, ansiedade, depressão, burnout, sobrecarga de trabalho, assédio e ambientes organizacionais tóxicos. Apesar da exigência legal, levantamentos recentes mostram que a maioria das empresas ainda está em fase inicial de adaptação, o que acende um alerta para 2026.

Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforçam a dimensão do problema. Segundo a agência, 31% dos brasileiros sofrem de ansiedade recorrente, com maior incidência entre jovens de 18 a 35 anos, faixa etária que concentra grande parte da força de trabalho ativa. Ansiedade e depressão figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho por motivos de saúde.

Especialistas apontam que o adoecimento emocional está associado a uma combinação de fatores típicos do mundo contemporâneo, como sobrecarga de tarefas, insegurança profissional, jornadas extensas, pressão por desempenho, uso excessivo de redes sociais, dificuldades financeiras e baixa qualidade do sono. O cenário foi agravado nos últimos anos por crises econômicas, instabilidade global e mudanças aceleradas nas relações de trabalho.

Diante desse contexto, cresce a adoção de programas estruturados de saúde mental, com foco não apenas no tratamento, mas também na prevenção e no acompanhamento contínuo. As iniciativas incluem apoio psicológico, orientação social e financeira, protocolos de acolhimento e capacitação de lideranças para identificar sinais precoces de sofrimento psíquico.

Especialistas alertam, no entanto, que o sucesso dessas políticas depende de mudança cultural. O desafio vai além do cumprimento da norma: passa por reduzir o estigma, estimular o diálogo aberto sobre saúde mental e construir ambientes de trabalho mais seguros, humanos e sustentáveis.

Douglas Valle
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