A assembleia que definiria a venda da futura SAF do São Bento à empresa Convocados, do pentacampeão Roque Júnior, terminou sem votação. O encontro foi esvaziado pelo parecer contrário do conselho fiscal, aprovado pelo deliberativo na semana passada, que apontou falta de comprovação documental da capacidade econômico-financeira do grupo interessado.
Pelo estatuto do clube, a ausência desse parecer inviabiliza o avanço da pauta. A assembleia foi mantida apenas para informar os sócios, segundo o advogado Rodrigo Tarossi, responsável pela condução do processo da SAF. Agora, o conselho fiscal tem até 90 dias para emitir um novo documento que permita votar a criação da SAF, mesmo sem investidor definido.
Com o adiamento, a Convocados perde a exclusividade da negociação, válida até 2 de dezembro, e pode enfrentar concorrência de outros grupos após esse prazo. A empresa afirma que o parecer avaliou apenas sua consultoria, e não a companhia que será formada com os investidores caso a SAF seja aprovada.
A proposta da Convocados prevê investimento de R$ 30 milhões em dez anos, quitação da dívida estimada em R$ 11 milhões e cláusulas de preservação da identidade do São Bento. O clube também avalia reconstituir 100% da SAF antes de uma eventual venda.
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