Entre os dias 12 e 19 de novembro, o CineSesc celebra a diversidade e a liberdade de corpos e expressões com a realização do 33ºFestival Mix Brasil, que chega com uma programação extensa de filmes nacionais e internacionais, experiências imersivas em realidade virtual e videogames, em programação inteiramente gratuita. A abertura no dia 12/11, fica por conta do longa francês “Me Ame com Ternura”, de Anna Cazenave Cambet, um retrato sobre amor, maternidade e reinvenção feminina.
A Mostra Competitiva Brasil de Longas traz uma seleção de produções que reafirmam o vigor criativo e a pluralidade do cinema nacional contemporâneo. Obras como “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo, e “Apenas Coisas Boas”, de Daniel Nolasco, exploram os laços humanos com delicadeza (13/11), enquanto “Morte e Vida Madalena”, de Guto Parente, e “Torniquete”, de Ana Catarina Lugarini, enfrentam temas como luto, maternidade e violência estrutural sob um olhar feminista (14/11). Já “Apolo” (15/11), documentário de Tainá Müller e Ísis Broken, ilumina as lutas de uma família trans por atendimento em saúde digno no Brasil, e “Ato Noturno” (16/11), de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, investiga desejo, poder e exposição na era digital.
Nos curtas, a competitiva se desdobra em quatro programas que revelam novas vozes do audiovisual queer brasileiro (de 15 a 17/11). De “Como Nasce um Rio”, animação poética de Luma Flôres, à visceralidade de “Feiura Comovente”, de Ultra, passando por retratos potentes de gênero e ancestralidade em filmes como “Fronteiriza”, “Vípuxovuko – Aldeia” e “Boi de Salto”, a mostra constrói um mosaico sensível de corpos e identidades em movimento.
O Panorama Internacional amplia o diálogo global sobre gênero, sexualidade e representatividade. Entre os destaques, estão a animação australiana “A Sapatona Galáctica” (14/11), uma odisseia cósmica pop sobre amor e autodescoberta; o mexicano “Meu Peito em Chamas” (14/11), de Gal S. Castellanos, documentário onde o luto catalisa mudanças profundas de uma mãe que se enxerga mulher e um corpo que se descobre trans; e “Niñxs” (18/11), delicado retrato de uma adolescência trans no México. O drama “Scarlet Blue” (18/11), da francesa Aurélia Mengin, fecha o circuito internacional com uma narrativa sombria e sensual sobre trauma e cura.
Dentro do panorama, o recorte Mundo Mix Polônia apresenta uma safra inédita de longas e curtas poloneses que exploram o amor e a dissidência em contextos conservadores. Filmes como “Este Sentimento” (14/11), de Alex Baczyński-Jenkins, e “Elefante” (19/11), de Kamil Krawczycki, constroem retratos de intimidade e insubmissão, enquanto os programas de curtas, divididos em duas sessões, revelam o frescor da nova geração de cineastas LGBTQIA+ da Polônia — entre eles Marcin Kluczykowski, Konrad Kultys e Natasza Parzymies —, que tratam o afeto como gesto político.
No dia 15/11, a sessão Queer.Doc apresenta “Copacabana, 4 de Maio”, de Allan Ribeiro, documentário que acompanha a preparação do Rio de Janeiro para receber o show de Madonna, realizado em 2024. As histórias das personagens retratadas e afetadas pela passagem da Rainha do Pop, se relacionam com a carreira da cantora e todas as bandeiras levantadas por ela em mais de 40 anos de trajetória.
Parte da programação especial do festival, a série AYÔ, será exibida em 17/11. Sensação no Festival do Rio, estrelada por Lucas Oranmian e com Caio Blat, Lázaro Ramos e Breno Ferreira no elenco, a história gira em torno do baiano Ayô, jovem ator gay que vive em São Paulo e se joga nos aplicativos de relacionamento, enquanto enfrenta a dura realidade de ser um artista negro em uma sociedade intrinsecamente racista.
Expandindo os limites do cinema, o MIX.XR apresenta cinco experiências em realidade virtual, de 14 a 17 de novembro, que colocam o espectador dentro de universos sensoriais. Obras como “Blackstar Sanctuary”, de Mikael Owunna, e “Another Place”, de Domenico Singha Pedroli, entrelaçam espiritualidade, memória e identidade queer, enquanto produções como “Dilemma” e “Unfolding” investigam a violência e a intimidade sob perspectivas femininas e imersivas.
Nos dias 18 e 19, o MIX.GAMES, em parceria com a Gamescom Latam BIG Festival, destaca títulos que exploram a representatividade no universo dos videogames. Jogos como “Monster Prom 3: Monster Roadtrip”, “Queer & Chill” e “Sibel’s Journey” demonstram como o lúdico pode ser veículo de educação, diversidade e empatia, além de uma forma de narrativa política.
A partir de 13 de novembro, parte da programação estará disponível gratuitamente no Sesc Digital, como os títulos “Como nasce um rio” e “Scarlet Blue”, que se somam às produções de destaque “Adeus, Saranghae, Adeus”, “Iracema”, “Love”, “Pandora” e “O Mundo Está Lá Fora”. Todos os títulos que complementam a Mostra ficam na plataforma até 30/11 e podem ser assistidos gratuitamente, sem necessidade de cadastro, em sesc.digital ou no aplicativo Sesc Digital (disponível na Google Play e App Store).
O amor mais música é o resultado de muitas canções de sucesso. E existem sons…
O senador Flávio Bolsonaro é presença confirmada no lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao…
Semana de 3 a 9 de maio de 2026 Em meio à correria dos dias…
https://youtu.be/JOw4mrR6hYg Para trazer alívio econômico aos brasileiros e diminuir os índices de inadimplência, o Governo…
Ouça mais uma análise do jornalista Alexandre Garcia, no quadro Poder e Política, sobre contratação…
O rendimento médio mensal real da população brasileira alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior…