No dia 7 de novembro (sexta-feira), às 20h, o Sesc Sorocaba recebe a estreia do espetáculo “Rito de Sopros e Peles”, com o baterista Rodrigo Digão Braz e o contrabaixista Jackson Silva. O concerto é definido pelos artistas como uma espécie de ritual sonoro afrocentrado, que reverbera a diáspora africana em seus desdobramentos contemporâneos, unindo percussão, contrabaixo e sopros em um encontro entre ancestralidade e improvisação jazzística.
Concebido especialmente para a programação do mês da Consciência Negra do Sesc Sorocaba, o espetáculo reúne exclusivamente músicos negros que transitam entre a tradição ancestral e a formação acadêmica, criando pontes entre diferentes territórios musicais e afetivos.
O show se divide em dois atos complementares. No primeiro, Jackson Silva e Rodrigo Digão Braz apresentam-se em duo – a mesma formação do álbum “Projeto Natural” (2018) – com faixas do disco e composições inéditas. “Esse show vai ser bom para a gente resgatar coisas na gente e passar adiante. O rito faz parte disso, aflorar isso nas composições e no palco”, explica Jackson Silva sobre a proposta do espetáculo.
No segundo ato, o duo ganha o reforço dos sopros de Sidmar Vieira (trompete) e Jorginho Neto (trombone), além do percussionista baiano Ricardo Braga. A formação ampliada traz novas camadas sonoras ao ritual, expandindo as possibilidades de diálogo entre ritmo, melodia e ancestralidade.
Ritmos e territórios
Com uma instrumentação que foge do formato tradicional, o grupo destaca o ritmo como elemento primordial. “Os tambores criam um mantra eterno, e o nosso desafio é preencher os espaços”, afirma Digão. “Não estou partindo de nenhuma ideia fixa do jeito que vou tocar, vou tocar do jeito que vou sentir na hora”, explica Jackson sobre a proposta de improvisação e abertura sonora.
O espetáculo reúne artistas negros com sólida formação acadêmica que carregam em suas trajetórias a conexão com diferentes territórios musicais brasileiros. Sidmar Vieira e Jorginho Neto trazem a linguagem dos sopros e a tradição do jazz, enquanto Ricardo Braga, percussionista baiano, adiciona elementos da percussão nordestina ao ritual sonoro.
Inspirado na diáspora africana, o projeto se ancora na musicalidade ancestral de povos como Mandingas, Iorubás, Ashantis e Bantos, onde ritmo e canto organizam o cotidiano e os rituais comunitários. Mas o trabalho também dialoga com outras diásporas, como a música Habesha da Etiópia, e incorpora a contemporaneidade urbana dos músicos que vivem em São Paulo.
Citando o premiado geógrafo Milton Santos, cuja noção de território compreende a soma entre espaço físico e pessoas, Digão assinala que o concerto também será a expressão de como os músicos, no palco, dialogam com o espaço e com o público. “Queremos transformar palco e plateia em um território coletivo de criação”, convida.
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