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Vereadores aprovam criação de secretarias e de cargos comissionados novamente

O debate sobre a criação de novos cargos e secretarias municipais gerou polarização entre os vereadores de Sorocaba durante sessão extraordinária na Câmara Municipal, na tarde desta sexta-feira (31). Entre os pontos principais da discussão, o impacto financeiro e a alocação de recursos públicos dominaram os discursos, com parlamentares favoráveis e contrários ao projeto expondo suas opiniões na tribuna.

Sessão extraordinária dos vereadores de Sorocaba para votar a reforma do Executivo (Fábio Rogério/Jornal Cruzeiro do Sul)

O vereador Raul Marcelo (Psol), autor da denúncia contra o projeto, criticou a criação dos cargos, apesar de apoiar as novas pastas municipais, como a Secretaria da Mulher e da Inclusão e a voltada ao Transtorno do Espectro Autista. Segundo ele, os recursos destinados aos novos cargos poderiam ser melhor utilizados para solucionar problemas urgentes da cidade.

Dylan Dantas (PL), por sua vez, destacou a carência de profissionais nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O parlamentar relatou casos de munícipes que aguardam mais de um ano por tratamentos médicos e criticou o custo estimado de R$ 90 milhões para as novas secretarias.

Ele também apresentou dados sobre os 79 cargos comissionados criados durante a primeira gestão do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), de 2021 a 2024, e mencionou os quatro empréstimos feitos pelo Executivo no período.

Outros parlamentares, como Fernanda Garcia (Psol), Iara Bernardi (PT), Ítalo Moreira (União Brasil), Tatiane Costa (PL), Roberto Freitas (PL) e Izídio de Brito (PT), também se manifestaram contrários ao projeto. Já Rafael Militão (Republicanos) optou pela abstenção da votação por motivos pessoais.

Por outro lado, Fábio Simoa (Republicanos) defendeu a iniciativa e destacou a relevância das novas pastas para o desenvolvimento do município. Ele citou a futura Secretaria de Turismo, que tem como objetivo fomentar projetos como a 1ª Rota Gastronômica e Cultural de Sorocaba, potencializando a economia local.

Fernando Dini (PP) também defendeu a criação das secretarias, com ênfase na Secretaria da Mulher. Segundo ele, políticas públicas voltadas à defesa e proteção das mulheres necessitam de maior efetividade, e uma pasta específica é essencial para atender a essa demanda.

Fernando Guimarães
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