O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne novamente nesta sexta-feira (8) com ministros e a equipe econômica do governo para debater o corte de gastos que será feito em breve pelo Executivo. Lula discutiu o assunto por cerca de cinco horas e meia nessa quinta (7), mas a reunião terminou sem decisões sobre a redução de gastos. O encontro começou de manhã, foi interrompido para almoço e retomado de tarde.
O governo federal tem debatido, nos últimos dias, o valor e o formato do corte de gastos, mas as áreas afetadas ainda não foram divulgadas. A tendência, porém, é que as pastas atingidas sejam aquelas chamadas por Lula e pela equipe econômica para conversas ao longo da semana.
O encontro de quinta (7) contou com Lula, a equipe econômica e os ministros Nísia Trindade (Saúde), Camilo Santana (Educação) e Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), que também foram convocados pelo presidente na segunda (4). O debate de quinta reuniu também os ministros Geraldo Alckmin (vice-presidente e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social). A composição desta sexta-feira (8) será a mesma.
A junta econômica do governo federal é formada por Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e Rui Costa (Casa Civil). O grupo tem participado de todas as discussões sobre o assunto, inclusive aquelas organizadas sem Lula.
Na terça (5), a equipe econômica chamou, sem o presidente, os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) e Carlos Lupi (Previdência Social), além de representantes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), DataPrev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência) e Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
Nessa quarta (6), o ministro da Fazenda afirmou que os titulares das pastas federais estão “conscientes” a respeito do corte de gastos públicos que será feito pelo governo. “Os ministros todos estão muito conscientes da tarefa que temos pela frente, de reforço do arcabouço fiscal, da previsibilidade, da sustentabilidade das finanças em médio e longo prazo. Penso que há consenso em torno do princípio”, destacou Haddad a jornalistas.
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