Jornalismo

AGU diz que modelo de escola cívico-militar de SP é inconstitucional

Parecer a favor da inconstitucionalidade do modelo de escolas cívico-militares do estado de São Paulo foi envido ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Advocacia-Geral da União (AGU), nesta sexta-feira (28).

A adoção do modelo é alvo de ações protocoladas no STF pelo PSOL e o PT. A criação das escolas cívico-militares foi aprovada pelo Legislativo estadual no mês passado e sancionada pelo governador, Tarcísio de Freitas.

No documento, a AGU sustenta que os estados não podem instituir modelo educacional que não está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Além disso, o órgão acrescenta que a Constituição também não prevê que militares possam exercer funções de ensino ou de apoio escolar.

“A alocação de militares da reserva para a execução de atividades relacionadas à educação básica fora do sistema de ensino militar formal, ainda que na condição de apoio ou monitoramento, não encontra respaldo nas normas fundamentais do sistema educacional brasileiro, nem previsão compatível com a finalidade constitucional dessas instituições”, concluiu a AGU.

O parecer foi anexado à ação na qual o PSOL defende a suspensão do modelo educacional e argumenta que a intenção é substituir o sistema público de educação, e não a coexistência dos dois modelos, como afirma o governo paulista.

“Objetiva-se a gradual substituição de profissionais da educação, os quais devem prestar concurso público e passar pela análise de seus títulos acadêmicos para estarem aptos a ocupar tais cargos, por militares, a serem escolhidos de forma discricionária, em última instância, por ato da Secretaria da Segurança Pública”, diz o partido na ação.

À época da sanção da lei, o governo do estado informou que a implantação do novo modelo será gradual, com “consentimento expresso das comunidades escolares em consultas públicas”.

“A iniciativa da escola cívico-militar está alinhada ao Plano Estadual de Educação. É uma iniciativa altamente democrática, que dá opção às famílias e incrementa o portfólio de escolas da rede pública. A escola cívico-militar tem o propósito de melhorar o aprendizado e o ambiente escolar, além de reduzir a violência”, afirmou o secretário executivo da Educação, Vinicius Neiva.

O relator do caso é o ministro Gilmar Mendes. Não há prazo para a decisão.

Agência Brasil

Fabio Andrade
Compartilhar

Notícias recentes

Homem morre após ser atropelado por carreta na Raposo Tavares, em Araçoiaba da Serra

Um pedestre morreu após ser atingido por uma carreta na madrugada desta terça-feira (10) na…

8 minutos atrás

Ações de Israel no Líbano deslocam 667 mil pessoas em uma semana

Os ataques e as ordens de evacuação em massa de Israel no Líbano forçaram o…

14 minutos atrás

Prefeitura interdita Parque Porto das Águas após transbordamento do Rio Sorocaba

A Prefeitura de Sorocaba determinou a interdição temporária do Parque Porto das Águas após o…

36 minutos atrás

Economia e Negócios: Piscicultura brasileira atinge marco histórico em 2025 e supera 1 mi de toneladas

A piscicultura brasileira atingiu um marco histórico em 2025, superando 1 milhão de toneladas de…

37 minutos atrás

Mãos à Obra: Prêmio Seconci-SP de Saúde e Segurança do Trabalho está com inscrições abertas

https://youtu.be/4hQ0Uk2q89A Estão abertas até o dia 10 de abril as inscrições para a 10ª edição…

1 hora atrás

Receita anuncia regras do imposto de renda 2026 no dia próximo 16

A Receita Federal anuncia na próxima segunda-feira, dia 16, as novas regras do Imposto de…

3 horas atrás