Antes de iniciarmos este Editorial, fica uma pergunta para reflexão: Qual o sentido de um ser humano ofender outro por meio do racismo?
Estamos no século 21 e ainda continuamos nos deparando com esse tipo de situação que, no fundo, serve para o quê?!
Os estádios de futebol são um dos principais cenários dessa concentração racista, pela qual torcidas adversárias tendem a ofender jogadores e membros de outras torcidas valendo-se de expressões carregadas como as que foram usadas, nesta semana, para ofender o jogador de futebol Vinicius Júnior, que joga pelo Real Madrid.
Ora, não é necessário se valer de nenhum adjetivo para dizer que o jogador é negro.
Sim, ele é! E o que há de errado nisso? O que muda no contexto?
Declarar palavras como as ouvidas no estádio durante a partida do Real Madrid e Valência não leva a lugar algum, a não ser a mais uma polêmica em torno de algo que, de novo, serve para quê?
Como o mundo sabe, uma das maiores expressões do futebol era negra.
Em 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos de idade, perdemos o Rei Pelé.
Edson Arantes do Nascimento era um ser humano de talento e levou a alegria nos idos dos anos 1950, 1960 e 1970 para o futebol brasileiro e do mundo.
Fez história e deixou um legado.
Mas tivemos também o ídolo argentino Maradona, que morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos.
Diego Armando Maradona Franco foi outro artista do futebol, encantava quando entrava em campo e tinha tanta habilidade com a bola que ficou conhecido pelo Gol do Século.
Mais recente, e vivos, temos Ronaldo Gaúcho, Lionel Messi, Ronaldinho, Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappé, Zinédine Zidane, Roberto Carlos, Neymar, entre tantos outros que poderíamos aqui citar.
E, agora, vem novamente aquela pergunta: Qual a diferença entre esses jogadores de futebol citados?
Para citar três coisas apenas: país de origem, clube para o qual jogou ou joga e tempos diferentes.
Alguém aqui é capaz de dizer qual é a raça de cada um deles, a cor, a ascendência, enfim…
Nada, não há nada, a não ser admirar cada um desses jogadores por proporcionar aos torcedores alegria por meio de sua arte no futebol.
O que importa se a pessoa é negra, branca, parda, amarela, cor-de-rosa, vermelha?
De novo, nada!!!
Não há importância nisso.
No entanto, infelizmente, certos grupos acreditam que ofender uma pessoa usando termos racistas vai fazer com que ela pare, recue.
Vinicius Junior sentiu isso na pele e na alma, magoou o sentimento do atleta, perturbou sua condição mental, porém, ele continuou jogando bola e fazendo bonito.
Racismo é crime e nem precisava estar escrito na legislação, bastava a cada ser humano ter o bom senso e não proporcionar momentos ruins como este.
Isso pode parecer utópico, mas a lei não é, ela existe e deve ser cumprida; e, mais do que isso, todo o ser humano deve ser respeitado em sua integridade física, moral e psíquica.
Características que não sejam aquelas inerentes ao futebol não interferem na qualidade do profissional.
As pessoas precisam parar com esse tipo de agressão moral e passar a encarar o outro como um ser humano igual em todos os seus direitos e deveres.
Os responsáveis por atos infelizes como estes devem ser punidos como determina a lei; e estão sendo.
Nenhum clube pode permitir que torcidas organizadas entrem no estádio armadas até os dentes pelo racismo.
Futebol é esporte, é saúde, é entretenimento e diversão.
A arte desses jogadores faz parte da cultura de um povo, da origem de cada um deles e, somente por isso, já deveriam ser respeitados.
Agora, voltamos com a pergunta do início deste Editorial: Qual o sentido de um ser humano ofender outro por meio do racismo?
Fica no ar a questão!!!
Cruzeiro FM, com você o tempo todo!!!
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