Um dos 10 maiores produtores de soja no Estado de São Paulo, Itapetininga, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), teve crescimento de 1.513% na produção do grão no período de 10 anos, de 2011 a 2021. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no mesmo período, mostra que houve incremento de 605% na área plantada de soja no município, com quase 300 mil hectares e 115 mil toneladas, visto que Itapetininga possui uma das maiores áreas territoriais dentre todos os municípios paulistas. Para os produtores rurais, o plantio da soja em Itapetininga tem trazido bons resultados financeiros e as exportações também têm crescido.
Dados do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento apontam que Itapetininga tinha cerca de 203 produtores rurais em 2021. Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA) e da Lupa (Levantamento Censitário de Unidades de Produção Agrícola), informam que, em 2022, já eram 330 produtores, um aumento de 62,56%.
Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o valor da produção de soja em Itapetininga teve aumento de 113,2% em um ano. Passou de R$ 131,8 milhões em 2020 para R$ 281 milhões em 2021. No mesmo período, o aumento foi maior do que o total registrado no Brasil, cuja variação foi de 102,1%.
Para a Secretaria da Agricultura e Agronegócio de Itapetininga, o plantio de soja atrai os produtores do município devido ao mercado formal, que permite planejamento da safra, calcular melhor os custos e avaliar os ganhos, o que torna o cultivo mais promissor, em termos econômicos.
As exportações da soja produzida em Itapetininga também registraram aumento no ano passado. Segundo dados da Prefeitura de Itapetininga, em 2022, o desempenho das vendas externas registrou um incremento de 86%. No período, as exportações subiram de US$ 98 milhões (R$ 483 milhões) para quase US$ 190 milhões (R$ 936,7 milhões). Os valores em reais são baseados no valor do dólar de ontem (12), quando a moeda americana estava cotada a R$ 4,93.
“O cenário foi dominado pela soja que atingiu o patamar de US$ 93 milhões e representou, no ano passado, 49% do valor exportado. Em 2021, o grão representava apenas 2% dos produtos exportados na cidade. Os dados são Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços”, informa a atual gestão municipal.
Cassio Barretti, 60 anos, é dono de uma propriedade rural no limite de Itapetininga com Angatuba e planta soja há mais de 10 anos. Segundo o produtor rural, no início a área plantada era de 15 a 20 hectares. Atualmente, a produção chega a 400 hectares de área plantada.
“Praticamente triplicamos a produção de soja na fazenda nos últimos anos. No início, não tínhamos sementes apropriadas para o plantio aqui na região, então, era mais difícil. Hoje temos sementes bem melhores e a produção aumentou bastante, continua sendo lucrativo”, disse Cassio.
“A pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia afetaram um pouco a questão dos fertilizantes usados na produção de soja, aumentando os custos de produção. O lucro diminuiu um pouco, baixou um pouco a lucratividade, mas continua tendo um bom resultado”, disse o produtor. Sobre o clima, ele disse que apesar das chuvas mais intensas recentemente, não houve impacto para a produção de soja em Itapetininga. Cassio informou que vende toda sua produção no mercado interno, ou seja, na própria região, mas que quem compra exporta a soja produzida por ele. (Com informações do jornal Cruzeiro do Sul)
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