O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em transmissão ao vivo nas redes sociais, que não vai responder à carta da cúpula da CPI da Pandemia que cobra um posicionamento a respeito das denúncias feitas pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) à comissão, que aponta possíveis irregularidades na negociação pela vacina Covaxin.
“Hoje, não sei se foi o Renan, Omar ou o saltitante – fizeram uma festa lá embaixo, na Presidência, entregando um documento para eu responder pergunta à CPI. Sabe qual a minha resposta? Caguei! Caguei para a CPI. Não vou responder nada”, afirmou o presidente, ao lado do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.
A carta é assinada por três senadores: Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), respectivamente relator, presidente e vice-presidente da CPI da Pandemia. Os parlamentares pedem ao presidente que se posicione a respeito da veracidade ou não das declarações de Miranda.
Em depoimento à CPI, o deputado federal e o irmão deste, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, relataram “pressão atípica” para a liberação da importação do imunizante de origem indiana. Eles afirmaram ter repassado as suspeitas ao presidente Jair Bolsonaro, que teria demonstrado ter ciência e atribuído irregularidades ao líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR).
Os senadores afirmam que enviaram o documento “tendo em vista que no dia de hoje, após 13 (treze) dias, Vossa Excelência não emitiu qualquer manifestação afastando, de forma categórica, pontual e esclarecedora, as graves afirmações atribuídas à Vossa Excelência, que recaem sobre o líder do seu governo”.
Mais cedo, os três senadores protocolaram uma carta ao presidente Jair Bolsonaro em que cobram respostas às acusações feitas pelo deputado Luis Miranda. Os parlamentares questionam o presidente sobre a veracidade ou não das declarações de Miranda, que afirmou ter relatado a Bolsonaro em março as suspeitas de irregularidades.
Apesar de não respondê-lo, o presidente Jair Bolsonaro mencionou um dos pontos da carta dos senadores: a reunião com os irmãos Miranda no mês de março. A cúpula da CPI da Pandemia questionou o presidente se ele recebeu essas informações sobre possíveis irregularidades e mencionou ou não o nome do deputado Ricardo Barros.
“Não me interessa falar sobre a CPI da mentira, porque se tivesse algo concreto contra mim não estariam fazendo pergunta para mim sobre o que aconteceu nessa sala aqui em março. Como uma tentativa de suborno. Seria um suborno pequeno. R$ 2 bilhões de propina em cima de vacina.”
“É um absurdo que não merece resposta do trio: Renan, Omar e saltitante. Ignorei vocês, tá okay? Não vai ter resposta.”
Com informações da CNN Brasil. Foto: Reprodução.
Edição – Cibelle Freitas.
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