Anvisa suspende prazo para análise de uso emergencial da Sputnik V

(FILES) In this file photo taken on December 14, 2020, a medical worker shows a vial with Sputnik V (Gam-COVID-Vac) vaccine against the coronavirus disease during the vaccination of medics at a clinic in the far eastern city of Vladivostok. - The Argentinean Health Ministry on December 23 authorized "with emergency character" the Sputnik V vaccine, whose first shipment is expected on Thursday in the South American country, after having approved the Pfizer-BioNTech vaccine, with which the government is negotiating a supply agreement. (Photo by Pavel KOROLYOV / AFP)

A Anvisa anunciou que foi suspenso o prazo para análise do pedido de uso emergencial da vacina russa Sputnik V. O motivo seria a falta de documentos que a farmacêutica União Química, responsável pela vacina, deveria ter entregue à agência.

O prazo para análise do pedido voltará a correr após a apresentação desses documentos. Segundo a Anvisa, 38% da documentação não foi apresentada pelo laboratório ou está pendente de complementação.

A reportagem não conseguiu contato com a assessoria da União Química para comentar a decisão.

Na última sexta-feira, o laboratório refez o pedido de uso emergencial de 10 milhões de doses da Sputnik V já adquiridas pelo Ministério da Saúde.

Segundo a empresa, a vacina russa foi autorizada em 58 países, com eficácia comprovada de 91% e ausência de reações adversas relevantes.

Já a vacina do laboratório Janssen, pertencente ao conglomerado americano Johnson & Johnson, já conta com avaliação de 62% da documentação concluída, 36% em análise e 1% pendente de complementação. A empresa fez pedido para uso emergencial da vacina na última quinta-feira.

A Anvisa também informou que fez novas exigências para a realização de estudos clínicos da vacina Versamune, desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, com as empresas Farmacore e a PDS Biotechnology, dos Estados Unidos.

Já em relação à vacina ButanVac, que será produzida pelo Butantan, a Agência irá analisar a proposta do estudo, o número de participantes e os dados de segurança obtidos até o momento.

Com informações da Agência Brasil.

Edição – Cibelle Freitas.

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