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Quase 25% do PIB, o Produto Interno Bruto brasileiro, estava concentrado em apenas oito municípios brasileiros em 2018. Nessas cidades, também viviam, aproximadamente, 15% da nossa população. E para se chegar à metade de toda a riqueza produzida no país, era preciso reunir os 71 municípios com os maiores PIBs. Os dados são do IBGE.
Na liderança absoluta, permanece a cidade de São Paulo, que respondeu por 10,2% do PIB nacional, seguida pelo Rio de Janeiro, com 5,2%, e Brasília com 3,6%. No entanto, este grupo tem perdido ligeiramente a participação ao longo dos anos. Em 2002, apenas quatro cidades já respondiam por um 1/4 do PIB, e as 25 maiores economias municipais por mais de 40% das riquezas. Em 2018, isso caiu para 35,3%.
As principais alterações, nessa listagem de 25, foram a entrada do município de Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e a saída de Belém, capital do Pará, restando apenas Manaus como representante da Região Norte.
O pesquisador do IBGE Luiz Antônio de Sá destaca ainda a presença de 10 municípios paulistas, além da capital. Um deles é Osasco, que passou da décima sexta para a oitava posição e teve a maior densidade econômica do país, produzindo mais de R$ 1 bilhão a cada quilômetro quadrado, bem acima dos 824 mil aferidos como média nacional.
Como resultado dessa ligeira desconcentração, entre 2002 e 2018, o número de municípios que somavam até metade da economia foi ampliado: na Região Norte, de seis para nove; no Nordeste, de 25 para 29; no Sudeste, de 13 para 18; no Sul, de 31 para 35; e, no Centro-Oeste, de um para três. Ainda assim, manteve-se o padrão da maior parte da riqueza ser produzida em poucas cidades.
Os cerca de 1300 municípios com menores PIBs responderam, em 2018, por apenas 1% do Produto Interno Bruto, apesar de abrigarem 3,1% da população brasileira. O pesquisador do IBGE destacou que também permaneceu a desigualdade regional.
Para evidenciar essa desigualdade, o IBGE comparou três importantes zonas do país que ficam em regiões diferentes. Enquanto, a cidade-região de São Paulo respondeu por 24% do PIB nacional, a Amazônia Legal ficou com 8,8% e o semiárido nordestino com 5,2%.
Com informações da Agência Brasil.
Edição – Cibelle Freitas.
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