O mercado brasileiro de franquias faturou R$ 301,7 bilhões em 2025, alta de 10,5% em relação aos R$ 273,1 bilhões registrados em 2024, segundo levantamento de desempenho do setor divulgado pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) nesta quarta-feira, 04/03.
Segundo a entidade, o resultado foi impulsionado pelas datas sazonais no quarto trimestre de 2025, pela maior confiança do consumidor, expansão das redes para cidades menores e pelo ganho de eficiência operacional, que contribuíram para o crescimento do setor.
Apesar de o número de redes ter permanecido o mesmo de 2024, em 3.297, o número de operações registrou crescimento de 2%, passando de 197 mil para 202 mil. De acordo com Tom Moreira Leite, presidente da ABF, o resultado demonstra a maturidade das redes, que buscam ampliar suas operações. “O faturamento médio de cada franquia é de R$ 124 mil por mês, impulsionando os micro e pequenos negócios”, diz Leite.
O número de empregos no setor alcançou 1,7 milhão, crescimento de 2,5%. Ou seja, cada operação de franquia gera, em média, nove empregos diretos.
Limpeza e Conservação (16,8%), Saúde, Beleza e Bem-Estar (14,6%) e Alimentação – Comércio e Distribuição (12,9%) são os segmentos com maior crescimento em 2025.
O segmento de Limpeza e Conservação alcançou faturamento de R$ 2,5 bilhões, motivado por novos serviços, como lavanderia e delivery, que aumentaram o ticket médio e promoveram maior fidelização. Além disso, mudanças no setor de moradia, com imóveis menores e sem espaço para lavanderia, somadas à busca por praticidade e comodidade por parte dos consumidores, contribuíram para o crescimento do setor.
O faturamento do segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar chegou a R$ 74,3 bilhões, impulsionado pelo aumento da massa salarial, que elevou o ticket médio, segundo a ABF. Outros fatores, como a expansão de unidades, a aquisição de novas marcas, como farmácias e academias, e a demanda por salões express e serviços completos, também influenciaram esse crescimento.
O setor de Alimentação – Comércio e Distribuição registrou faturamento de R$ 28 bilhões, resultado da consolidação de mercados autônomos, da expansão das lojas de conveniência e do fortalecimento da base de clientes e das estratégias comerciais.
“Alimentação cresceu de forma virtuosa e temos visto esses mercados autônomos indo para outros pontos, além dos condomínios, como academias, além do bom desempenho das chocolaterias.”
Pelo quarto ano consecutivo, a Cacau Show manteve a liderança das 50 maiores franquias associadas à ABF, com 4.713 operações, crescimento de 1,1%. Logo depois vêm O Boticário (3.898), McDonald’s (2.774) e Colchões Ortobom (2.387). Entre as novidades deste ano estão as marcas 60 Minutos Lavanderia Self-Service, em 30º lugar, com 680 operações, e a Lavô, na 34ª posição, com 663.
“Para alcançar o Top 50, a Lavô adotou uma estratégia clara: expansão com inteligência territorial, padronização operacional rigorosa e investimento contínuo em inovação e suporte ao franqueado. Ampliamos a presença em regiões estratégicas e estruturamos um modelo escalável, sem perder eficiência na ponta. O reconhecimento valida que estamos crescendo com qualidade, fortalecendo nossa marca e criando um ecossistema sustentável para investidores e consumidores”, afirma o CEO e fundador da Lavô, Angelo Max Donaton.
As 50 maiores franquias somam 53 mil operações, sendo 40% do setor de Alimentação, 19% de Saúde, Beleza e Bem-Estar e 9% de Casa e Construção. Além disso, 92% das operações são em lojas, e apenas 8% em quiosques.
Cerca de 40% das 50 maiores franquias têm entre 11 e 20 anos no Brasil, 28% têm de 4 a 10 anos e 28% têm mais de 20 anos. O Sudeste concentra o maior número de operações, representando 45%, seguido pelo Sul, com 22%.
Em relação às 20 maiores microfranquias, com investimento que não ultrapassa R$ 120 mil para o franqueado, a Market4u segue na liderança, com 2.554 operações, alta de 16,9%. Em seguida vêm Prudential (2.320), Seguralta – Bolsa de Seguros (1.832) e Kumon (1.632). Entre as novidades deste ano estão as marcas Minha Quitandinha, em 10º lugar, com 769 operações, e Veridiana Quirino Semijoias, na 13ª posição, com 628 operações.
Segundo Veridiana Quirino, fundadora da Veridiana Quirino Semijoias, o resultado foi possível devido à comunidade construída ao longo dos anos na venda direta. “O relacionamento próximo, os encontros presenciais, as palestras e a troca constante de experiências fortalecem o senso de pertencimento e estimulam o crescimento coletivo. Além disso, os próprios resultados das franqueadas home based impulsionam o modelo. Temos casos de home based que chegam a vender mais do que lojas físicas, o que gera ainda mais interesse e credibilidade para o formato”, diz.
As 20 microfranquias juntas somam 21 mil operações, representando crescimento de 17% em comparação com o ano passado, quando somavam 18 mil. Majoritariamente, as franquias representam o segmento de Serviços e Outros Negócios (58%), Alimentação (19%) e Educação (8%).
Diferentemente das 50 maiores franquias, as operações das microfranquias estão concentradas em home based (51%), ou seja, serviços realizados a partir de casa, e 45% em lojas físicas. A maior parte das operações está concentrada no Sudeste (46%). Em relação à maturidade do negócio, a maioria é mais recente, com 55% tendo entre 4 e 10 anos.
Segundo a entidade, é possível observar crescimento de franquias relacionadas a sorvete e açaí, devido ao maior interesse do consumidor por saúde, o que, consequentemente, o motiva a desfrutar de pequenas indulgências.
Além disso, Leite destaca que o consumidor está cada vez mais interessado em serviços e produtos de comodidade, como serviços de estética, muitas vezes rápidos e próximos do consumidor. Outro destaque é o interesse de empreendedores em investir em formatos com investimento inicial mais baixo.
Para 2026, a entidade espera continuidade do crescimento, com faturamento avançando entre 8% e 10%, número de redes entre 2% e 4% e operações entre 1% e 3%. Em relação à atividade econômica do país, a expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2,4%, o setor de serviços 2%, o comércio varejista 1,6% e a produção industrial 0,5%.
(Diário do Comércio)
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