Ministério da Saúde nega "confisco" das vacinas contra a Covid-19

DF - MINISTÉRIO DA SAÚDE/NELSON TEICH/DEMISSÃO - POLÍTICA - Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde, durante pronunciamento do ex-ministro da pasta Nelson Teich, no Ministério da Saúde, em Brasília, nesta sexta-feira, 15, dia em que Teich pediu demissão do cargo. "A vida é feita de escolhas e hoje eu escolhi sair", afirmou. Ele, no entanto, não explicou os motivos pelos quais decidiu pedir demissão. Teich disse que havia aceitado ser ministro da Saúde porque "queria ajudar o Brasil e as pessoas". "Não aceitei o convite pelo cargo." 15/05/2020 - Foto: GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO

O Ministério da Saúde emitiu uma nota no fim da tarde desta sexta-feira (11) para ressaltar que “nenhum momento” se manifestou pelo confisco ou requerimento de vacinas contra a Covid-19 adquiridas pelos Estados.

De acordo com a pasta, todas campanhas nacionais de vacinação são feitas pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) e têm o apoio das secretarias estaduais e municipais de saúde. “Dessa forma, é possível garantir que as vacinas cheguem a todos os estados/municípios e que o trabalho possa ser realizado com eficiência” destaca o documento.

O ministério recorda ainda que o programa acumula 47 anos de campanhas bem-sucedidas e garantiu que ele vai nortear a vacinação contra a Covid-19. “A situação de imunização dos brasileiros será acompanhada via aplicativo Conecte SUS, que terá a funcionalidade de uma carteira de vacinação virtual”.

Para a pasta, o sistema “será essencial para saber quantas doses foram aplicadas e de qual imunizante e, consequentemente, garantir a saúde dos cidadãos e o sucesso da campanha nacional”.

A polêmica começou nesta sexta-feira (11) com uma postagem no Twitter do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que afirmou ter recebido a informação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de que o governo federal preparava uma Medida Provisória (MP) para garantir a distribuição igualitária das vacinas entre os estados e determinaria a centralização das doses no Ministério da Saúde.

A possibilidade de “confisco” gerou reação do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Ele escreveu em uma rede social que a proposta “demonstra dose de insanidade” por parte da União. “Esta proposta é um ataque ao federalismo. Vamos cuidar de salvar vidas e não interesses políticos”, criticou.

Com informações do Portal R7

Edição – Alessandra Santos

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