A Polícia Civil abriu investigação de um guarda civil municipal de Sorocaba por suspeita de peculato, após o agente ter levado para a casa um celular que havia sido recolhido durante uma abordagem na zona norte da cidade na quinta-feira (09).
O aparelho foi localizado pela Polícia Militar por meio do sistema de rastreamento e recuperado na manhã seguinte.
Segundo o boletim de ocorrência, a dona do celular relatou que estava na região do Jardim São Guilherme quando deixou o aparelho com um homem. Com a aproximação de uma viatura da Guarda Civil Municipal, as pessoas que estavam no local correram e o celular permaneceu com o rapaz.
Na sexta-feira (10), ao rastrear o aparelho por outro dispositivo, a mulher constatou que ele estava em uma residência que ficava a cerca de 17km do local aonde a vítima havia o perdido e acionou a Polícia Militar.
No endereço, os policiais utilizaram o sistema de localização para fazer o celular emitir um sinal sonoro. Após diversas tentativas de contato, um guarda civil municipal atendeu os policiais e admitiu estar com o aparelho.
Ainda conforme o registro, o GCM afirmou que recolheu o celular durante uma abordagem realizada na noite anterior e alegou que pretendia localizar posteriormente o proprietário. Em vez de encaminhar o objeto à autoridade policial, porém, ele levou o aparelho para a própria casa.
Durante o atendimento da ocorrência, o celular deixou de emitir o sinal e foi encontrado no quintal de um imóvel vizinho, com danos, indicando sinais de que havia sido jogado. O próprio guarda admitiu ter arremessado o aparelho por cima do muro ao perceber a chegada da Polícia Militar.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso e de acordo com a autoridade policial, há indícios de que o guarda tenha cometido o crime de peculato, ao se apropriar do bem em razão da função pública e deixando de adotar os procedimentos legais para a apreensão.
Questionada sobre a situação, por meio de nota, a Prefeitura de Sorocaba informou que a Guarda Civil Municipal, ligada à Secretaria de Segurança Urbana (Sesu), abrirá uma corregedoria para analisar a situação.
Com informações do Portal G1.