Até a noite de ontem, Sorocaba registrava 67 casos suspeitos de coronavírus (Covid-19) e nenhum confirmado.
Além dessas suspeitas, 13 notificações já foram descartadas pelo Instituto Adolfo Lutz, órgão estadual responsável pelos exames da doença.
No Brasil, o primeiro caso foi confirmado em São Paulo no dia 26 de fevereiro e, em poucas semanas, começou a aparecer em diversas cidades, inclusive em municípios vizinhos de Sorocaba.
Ontem, cinco cidades da Região Metropolitana de Sorocaba decretaram situação de emergência no município; e o que significa isso?
Entre outras regras determinadas pelos prefeitos, está o fato de que o decreto permite agilidade das prefeituras para a adoção de medidas, incluindo compras sem necessidade de licitação.
As cidades são Votorantim, São Roque, Porto Feliz, Tatuí e Salto de Pirapora.
Sorocaba também baixou hoje novo decreto para seguir novas recomendações do Ministério Público do Estado de São Paulo, como a proibição de realizar eventos públicos com aglomeração de pessoas e, principalmente, a redução do número de usuários no transporte coletivo da cidade.
Assim, a Urbes, que gerencia o sistema, reduziu o número de ônibus e de linhas, a partir desta sexta-feira, para obrigar os sorocabanos a ficarem em casa.
O governo brasileiro apresentou proposta de calamidade que está sendo discutida no Congresso.
E o que significa isso?
O Congresso dá a permissão ao governo Jair Bolsonaro a gastar dinheiro no combate à pandemia do coronavírus no país.
A partir dessa autorização, será necessário ter muito critério nos gastos públicos, pois não haverá mais limites no orçamento para gastar o dinheiro.
Com a redução consequente da atividade econômica pelos próximos vinte ou trinta dias, já coloca o país numa linha tênue de parar de vez e sofrer um colapso econômico.
Contudo, segmentos importantes da economia vão continuar em atividade, evidentemente, considerando-se os cuidados e procedimentos definidos pelo Ministério da Saúde, a fim de evitar a disseminação do vírus pelo território brasileiro e manter o mínimo da saúde econômica do país.
Ontem, também, o governo federal começou a fechar fronteiras com países vizinhos e proibiu, a partir de segunda-feira, o desembarque em aeroportos de estrangeiros provenientes dos Estados-membros da União Europeia e de outros nove países: China, Islândia, Noruega, Suíça, Reino Unido, Austrália, Japão, Malásia e Coreia do Sul.
Nessa quinta-feira, o governador João Doria disseminou novas recomendações e medidas para o combate da doença no Estado de São Paulo que, até ontem, registrava cinco mortes e 286 casos de coronavírus.
No Brasil, incluindo os números paulistas, a quinta-feira fechou com sete mortes por coronavírus – cinco em São Paulo e duas no Rio de Janeiro.
Ontem à tarde, o balanço do Ministério da Saúde e das Secretarias de Estado da Saúde, o país tem 647 casos confirmados e sete mortes.
Já o número de suspeitos é maior ainda, passando dos oito mil.
Nas próximas semanas, diversos segmentos econômicos estarão de portas fechadas e o pedido das autoridades sanitárias às pessoas é de que deixem suas casas apenas quando for necessário, por exemplo, ir ao supermercado para comprar alimentos ou ir a um Banco de Sangue para fazer a doação.
Inclusive, os hemonúcleos são um dos lugares mais bem protegidos de contaminação e precisam, urgentemente de sangue, portanto, se você está apto a doar, não hesite, dirija-se até uma unidade e pratique a solidariedade.
Assim, as saídas de casa devem ocorrer quando necessário, pois o agronegócio e as indústrias alimentícia e farmacêutica, por exemplo, continuam em operação, já que não pode faltar alimentos.
Apesar dos números assustadores e da previsão de uma incidência maior de contaminação de brasileiros, faz-se necessário reafirmar que não cabe pânico nem desespero.
Não há necessidade de aglomerações para a compra de álcool em gel, por exemplo, pois a indústria vem produzindo ativamente esse produto que tem chegado aos estabelecimentos comerciais de maneira regular.
O álcool em gel é um aliado no combate, mas sabonete, sabão e água são os indicados nesse combate.
A nós, brasileiros, cabe seguir os cuidados recomendados pelas autoridades sanitárias e colaborar para que a curva no Brasil seja achatada e não parecida com a da Europa.
O sistema de saúde no Brasil, conforme especialistas, vem dando um show nas ações preventivas e de combate ao vírus, mas é imprescindível a colaboração das pessoas, de cada um de nós.
Portanto, evite aglomerações, fique em casa sempre que possível, lave as mãos com frequência, cuide dos idosos e crianças e mantenha-se tranquilo não dando chance ao pânico, pois, assim, o Brasil, com dimensões continentais e clima tropical, certamente superará mais esta guerra contra um inimigo invisível, mas, agora, conhecido.
Use as armas disponibilizadas pelas autoridades sanitárias e fique protegido em seu bunker.
A informação é a única vacina que temos contra o Covid-19!!!
Aqui, na Cruzeiro FM, estamos trabalhando pela informação útil e verdadeira, vamos em frente, no combate a esse mal.
Jornal da Cruzeiro, de segunda a sexta das 6h30 às 10h
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