Vídeos de uma perigosa brincadeira em que adolescentes dão uma rasteira em colegas têm circulado nas redes sociais e preocupado pais, educadores e médicos.
No desafio, conhecido como “quebra-crânio” ou “brincadeira da rasteira” dois jovens se posicionam ao lado de um colega, que é orientado a pular e, então, recebe o golpe. A pessoa acaba caindo e batendo a cabeça no chão. Especialistas afirmam que a queda pode causar danos no crânio, no cérebro e na coluna.
A Sociedade Brasileira de Neurocirurgia divulgou nesta quarta-feira (12) um comunicado em suas redes sociais alertando sobre os riscos dessa “brincadeira”.
“Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito”, diz o alerta.
A SBN ressalta ainda que o caso pode ser enquadrado como um crime. “O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo”, completa a nota.
Veja abaixo da nota completa da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia:
Caso de Mossoró
Também têm sido frequentes, nas redes sociais, compartilhamentos de alertas sobre o “desafio da rasteira” com prints de uma notícia sobre a morte de uma adolescente em Mossoró (RN).
Embora a notícia esteja sendo compartilhada como se fosse atual, trata-se de um caso trágico ocorrido em novembro de 2019.
O diretor da escola municipal Antonio Fagundes, José Altemar da Silva, explica à BBC News Brasil que a adolescente Emanuela, de 16 anos, estudante do 9º ano do ensino fundamental, participava de outro tipo de jogo ou desafio, que consistia em ser “girada” como uma “roleta humana”, nos braços entrelaçados de dois amigos, e tentar cair de pé.
A jovem, porém, caiu de cabeça no chão. “Socorri, levei ela para o hospital com a mãe, e a tomografia mostrou que ela teve um traumatismo craniano com sangramento”, explica Silva. “Ao sair da tomografia, ela desmaiou e teve uma parada cardíaca. Foi reanimada e passou por uma cirurgia. Ainda teve mais quatro dias viva. Mas sofreu outra hemorragia.”
Emanuela, que Silva descreve como “uma menina muito doce, muito educada”, morreu em 11 de novembro do ano passado, gerando uma grande comoção na escola e um sinal de alerta para os educadores.
“Eles (adolescentes) não tinham noção do perigo. Depois disso, eu soube que essa brincadeira de girar estavam ocorrendo em outras escolas da cidade, sem a gente ter conhecimento. Foi um choque muito grande”, prossegue o diretor.
A escola ficou três dias fechada, em luto, e os alunos passaram a ter acompanhamento psicológico, sobretudo os que estavam envolvidos no episódio, conta Silva.
Edição – Alessandra Santos
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