(FILES) In this file photo taken on April 11, 2018 New Ethiopian Prime Minister Abiy Ahmed waves during his rally in Ambo, about 120km west of Addis Ababa, Ethiopia. Ethiopian Prime Minister Abiy Ahmed was awarded the Nobel Peace Prize for his efforts to resolve his country's conflict with bitter foe Eritrea, the Nobel Committee announced in Oslo on October 11, 2019 / AFP / Zacharias Abubeker
O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, artífice da grande reconciliação entre seu país e a Eritreia, foi anunciado nesta sexta-feira (11) como o vencedor do Prêmio Nobel da Paz.
Abiy, 43 anos, recebe o prêmio “por seus esforços para alcançar a paz e pela cooperação internacional, particularmente por sua iniciativa decisiva destinada a solucionar o conflito na fronteira com a Eritreia”, declarou a presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Berit Reiss-Andersen.
O prêmio significará um impulso para o governante, que enfrenta uma onda crescente de violência entre diferentes grupos em seu país, onde estão previstas eleições legislativas em maio de 2020.
O prêmio também deseja “expressar um reconhecimento a todos os atores que trabalham pela paz e a reconciliação na Etiópia e nas regiões do leste e nordeste africanos”, completou.
O Comitê Nobel destacou especialmente o trabalho do presidente da Eritreia, Issaias Afworki.
“A paz não é alcançada apenas com as ações de uma única pessoa. Quando o primeiro-ministro Abiy estendeu a mão, o presidente Afwerki aceitou e ajudou a dar forma ao processo de paz entre os dois países”, afirmou o Comitê.
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Assim que recebeu a notícia, o gabinete de Abiy reagiu com uma mensagem na qual afirma que o país está “orgulhoso” e considera o prêmio um “reconhecimento” do trabalho do primeiro-ministro em favor da “cooperação, unidade e coexistência”.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, destacou que a aproximação entre Eritreia e Etiópia é um “impulso para a estabilidade da região”.
Um visionário
Desde que assumiu o governo do país com a segunda maior população da África, em abril de 2018, Abiy Ahmed iniciou uma aproximação com o países vizinho, que no passado foi uma província etíope. Apenas seis meses depois de sua posse o premier assinou a paz com a Eritreia e encerrou quase 20 anos de confrontos.
A Etiópia libertou milhares de dissidentes, pediu desculpas pela brutalidade do Estado e recebeu de braços abertos os integrantes de grupos exilados que seus antecessores haviam chamado de “terroristas”.
Abiy, nascido em uma família muito pobre, foi considerado um visionário e um reformista com a capacidade de injetar otimismo nesta região do mundo castigada pela pobreza e a corrupção.
O entusiasmo, no entanto, deu lugar à frustração. A fronteira entre os dois países está fechada novamente, a assinatura de acordos comerciais está em suspenso e a Etiópia ainda não tem acesso aos portos das Eritreia. Analistas afirmam que o caminho para a paz duradoura será longo.
“O Comitê Nobel espera que o prêmio da Paz reforce o primeiro-ministro Abiy em seu trabalho a favor da paz e da reconciliação”, afirmou Reiss-Andersen.
“Este prêmio é um reconhecimento e também um estímulo a seus esforços. Somos conscientes de que resta muito por fazer”, completou.
Eleições?
Neste momento, muitos duvidam da capacidade de Abiy de organizar eleições livres, justas e democráticas em maio de 2020, em consequência da violência interna que abala o país.
A insegurança no país provocou em 2018 o deslocamento de dois milhões de pessoas.
O primeiro-ministro também é objeto de críticas e ameaças dos ex-governantes do país e sofreu uma tentativa de assassinato desde que chegou ao poder.
A Etiópia tem 110 milhões de habitantes e ocupou um dos últimos lugares da lista de países democráticos de 2018 da revista The Economist.
Mais de 300 personalidades e organizações eram candidatas este ano a receber o Nobel da Paz.
Em 2018, o Comitê atribuiu o prêmio ao ginecologista Denis Mukwege (República Democrática do Congo) e a yazidi Nadia Murad, por sua luta contra a violência sexual.
O prêmio inclui a quantia de nove milhões de coroas (830.000 euros, 920.000 dólares), uma medalha e um diploma.
A cerimônia de entrega acontecerá no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do idealizador do prêmio, o industrial e filantropo sueco Alfred Nobel (1833-1896).
Com informações do Jornal Cruzeiro do Sul
Edição – Alessandra Santos
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