Os funcionários dos Correios decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a partir de hoje (11) em todo o país.
Assembleias foram realizadas na noite desta terça-feia (10) para decidir o início da paralisação, destinado a marcar posição contra a proposta de privatização da empresa, defendida pelo governo federal.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, incluiu a companhia em sua lista de privatizações desejadas a curto prazo. Outro motivo alegado pela categoria para cruzar os braços foi a decisão da direção dos Correios de endurecer na negociação do acordo coletivo com a categoria.
O acordo coletivo da categoria valia até o início do mês passado. Os funcionários já ameaçavam deflagrar a greve desde então. Houve uma audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST), pouco antes da data-limite, na qual empregados e empresa aceitaram prorrogar a convenção até 31 de agosto, dando mais prazo para tentar avançar nas negociações. Durante esse período, o combinado era que os sindicatos não começassem greve.
O fim de agosto chegou e passou sem que houvesse uma solução satisfatória. Os Correios se recusaram a prolongar por mais um mês o acordo, como propôs a Justiça do Trabalho e, com isso, os trabalhadores voltaram a se organizar para uma paralisação.
“A direção da ECT e o governo querem reduzir radicalmente salários e benefícios para diminuir custos e privatizar os Correios. Entregar o setor postal a empresários loucos por lucro. Jogar no lixo o atendimento a todos os cidadãos, a segurança nacional envolvida nas operações, a integração nacional promovida pelos Correios”, afirmou em nota a FindECT, fundação dos trabalhadores da estatal.
A posição da empresa
No fim da noite desta terça-feira (11), os Correios enviaram um posicionamento oficial sobre a deflagração da greve e o caminho das negociações com a categoria. Confira:
“Esclarecemos que Correios participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa.
No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população.”
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