Em virtude das notícias de que hospitais privados e operadoras de planos de saúde estão oferecendo serviços de Telemedicina para crianças e adolescentes, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) enviou nesta semana ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e ao Conselho Federal de Medicina (CFM) ofícios com pedidos de providências para coibir possíveis abuso.
Em ambos os documentos, a SBP reflete sua preocupação com um possível declínio da qualidade no atendimento e solicita que sejam tomadas as medidas cabíveis para preservar os direitos das crianças e dos adolescentes, interrompendo a divulgação e a realização da prática da telemedicina, até que seja publicada a devida regulamentação.
Critérios
Segundo a presidente da SBP, Luciana Silva, uma das grandes preocupações da entidade ocorre em virtude da possibilidade do uso da tecnologia à distância sem seguir critérios bem definidos e, assim, trazer vícios no atendimento e prejuízos à saúde dos pacientes.
“A SBP não possui posicionamento contrário à Telemedicina, entretanto, não pode ocorrer a utilização indiscriminada e desregulamentada dessa ferramenta por parte de planos de saúde, colocando interesses financeiros e privados a frente dos interesses dos usuários e especialmente das crianças”, explica a presidente. Nos documentos, a SBP ressalta que o atendimento médico deve ser presencial, conforme preconiza o Código de Ética Medica em vigor. A Sociedade destaca que no encontro entre o paciente e o médico há a oportunidade de se fazer a anamnese completa, a realização de exames e o estabelecimento de vínculo entre o especialista e seu paciente.
Diagnóstico
Essa preocupação é ainda maior, na visão da SBP, pois como muitas vezes a criança não sabe relatar o que sente é por meio do toque que o pediatra é capaz de fazer o diagnóstico e prescrever o tratamento. Além disso, trata-se de um profissional que também foca na prevenção e na promoção de hábitos saudáveis, o que exige uma interação direta com pais e responsáveis.
“O pediatra é um médico que, além de tratar de doenças, tem uma ação primordial na orientação de hábitos saudáveis, alimentação, vacinas, atividade física e condução comportamental de crianças, adolescentes, pais e familiares. Sendo assim, haverá muitas perdas em oportunidades de interação e no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento destes pacientes. A consulta pediátrica não pode dispensar de nenhuma forma uma análise completa e exame físico detalhado”, enfatiza a presidente da SBP, dra. Luciana Silva.
Telemedicina
Em fevereiro, o CFM revogou a Resolução nº 2.227/2018, que tratava da normatização da prática da telemedicina no País. Isso ocorreu em decorrência do alto número de propostas encaminhadas pelos médicos brasileiros para alteração da norma e o pedido das entidades médicas de mais tempo para analisar o documento.
Com isso, o Conselho receberá até o dia 31 de julho sugestões para a elaboração de nova norma sobre a Telemedicina para que, após essa fase de consulta pública, possa ser elaborada uma norma ética e técnica necessária em relação à utilização da Telemedicina.
Com informações da Sociedade Brasileira de Pediatria
Vai ter “Shape of you”. E muitas novidades no novo show de Ed Sheeran no…
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou nesta terça-feira (28) que a…
O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta terça-feira (28) uma nova ferramenta para facilitar o…
Nesta terça-feira (28), policiais militares do 5º Batalhão de Polícia Rodoviária prenderam um traficante de…
Um professor da rede municipal de ensino de Tietê foi afastado após denúncias de agressão…
Produção desenvolvida no Laboratório Audiovisual convida o público a refletir sobre ancestralidade, memória e identidade…