Brasil tem pior retorno dos impostos à população pelo 15º ano consecutivo, aponta estudo

O Brasil voltou a ocupar a última posição no Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (IRBES), levantamento elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) que avalia a relação entre a carga tributária dos países e o retorno oferecido à população em serviços e qualidade de vida.

Esta é a 15ª edição do estudo e, mais uma vez, o Brasil aparece na última colocação entre os 30 países com maior carga tributária do mundo.

Segundo o levantamento, apesar da elevada arrecadação de impostos, o retorno desses recursos em áreas como saúde, educação, segurança, saneamento e habitação continua abaixo do observado em outros países analisados.

O estudo mostra que o Brasil ficou atrás de todos os demais integrantes do ranking, incluindo países da América do Sul. O Uruguai aparece na 8ª posição e a Argentina ocupa o 13º lugar.

Nas últimas colocações, além do Brasil, estão Itália, Hungria, França e Grécia.

Na outra ponta do ranking, a Irlanda lidera o levantamento pelo oitavo ano consecutivo, seguida por Suíça, Coreia do Sul, Estados Unidos e Austrália. Segundo o IBPT, esses países conseguem transformar de forma mais eficiente a arrecadação de impostos em benefícios e serviços para a população.

Para os autores do estudo, o resultado evidencia o desafio brasileiro de melhorar a aplicação dos recursos públicos e ampliar os investimentos em áreas essenciais para elevar a qualidade de vida da população.

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