O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, na manhã deste sábado (25), a candidatura de Fernando Haddad ao governo do estado de São Paulo durante convenção realizada em Campinas (SP). O evento ocorreu no mesmo dia em que o PL lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, em São Paulo.
A convenção petista contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e das pré-candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além de lideranças da legenda.
Advogado, professor universitário e ex-ministro da Fazenda, Haddad disputará o Palácio dos Bandeirantes pela segunda vez. Ele já foi prefeito da capital paulista entre 2013 e 2016 e deixou o comando da Fazenda, em março deste ano, para concorrer às eleições.
Anuncio foi feito no mesmo momento em que o Partido Liberal oficializou Flávio Bolsonaro como candidato a presidência do Brasil, em convenção nacional, na cidade de São Paulo.
Convenções seguem até agosto
As convenções partidárias são realizadas para oficializar os candidatos que disputarão as eleições de outubro. O prazo para os partidos concluírem esse processo termina em 5 de agosto.
Após a escolha dos nomes, as candidaturas deverão ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto. A campanha eleitoral terá início oficialmente no dia seguinte.
Neste ano, os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, dois senadores por estado, deputados federais, estaduais e distritais.
Trajetória política
Filiado ao PT desde a década de 1980, Fernando Haddad é graduado em Direito, mestre em Economia e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), onde também atuou como professor de Ciência Política.
Na vida pública, iniciou a carreira como subsecretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo durante a gestão de Marta Suplicy. Em seguida, foi assessor especial do Ministério do Planejamento e ganhou projeção nacional ao assumir o Ministério da Educação nos governos Lula e Dilma Rousseff, permanecendo no cargo por quase sete anos.
Em 2012, foi eleito prefeito de São Paulo. Quatro anos depois, tentou a reeleição, mas foi derrotado ainda no primeiro turno.
Em 2018, substituiu Lula na disputa pela Presidência da República após a inelegibilidade do petista, chegando ao segundo turno, quando foi derrotado por Jair Bolsonaro.
Já em 2022, concorreu ao governo de São Paulo, mas perdeu a eleição para Tarcísio de Freitas. No ano seguinte, assumiu o Ministério da Fazenda no terceiro mandato de Lula, cargo que ocupou até março de 2026, quando deixou o governo para disputar novamente o comando do estado paulista.