O Irã iniciou neste sábado (4) o funeral de Estado do ex-líder supremo Ali Khamenei, morto aos 86 anos durante os bombardeios israelenses e americanos que desencadearam a guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro. Milhares de pessoas se reuniram na capital, Teerã, para prestar homenagens em uma cerimônia que o governo iraniano espera transformar na maior da história do país.
O caixão de Khamenei foi colocado na Grande Mosalla, um dos principais complexos religiosos da capital, coberto com seu tradicional turbante preto. Vestidos majoritariamente de preto, os participantes carregavam bandeiras e cartazes em apoio ao antigo líder. Durante o ato, também foram registrados gritos de “Morte aos Estados Unidos” e “Morte a Israel”, além de cartazes com mensagens contra o presidente norte-americano, Donald Trump.
As autoridades iranianas estimam que entre 15 e 20 milhões de pessoas participem das cerimônias apenas em Teerã. O funeral acontece em um momento delicado para o país, após o conflito com Israel e Estados Unidos e enquanto seguem negociações diplomáticas para consolidar um acordo de paz.
O corpo de Khamenei permanecerá exposto até segunda-feira (6), quando seguirá em procissão pelas ruas da capital. Depois, passará por outras cidades do Irã e também pelo Iraque, antes do sepultamento, previsto para 9 de julho, em Mashhad, cidade onde nasceu.
O governo transformou o centro de Teerã em uma área de segurança reforçada, com forte presença policial, centenas de postos de atendimento do Crescente Vermelho e estrutura para atender a multidão sob temperaturas superiores a 35°C.
Ao lado de Khamenei também são velados familiares que morreram durante os ataques, entre eles uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses, segundo o governo iraniano.
A presença do atual líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, não foi confirmada. Desde que assumiu o cargo após a morte do pai, ele não fez aparições públicas, alegando recuperação de ferimentos sofridos durante os ataques.
Foto: Agência Tasnim