O filme Mensagens para Isabelle, da Netflix, é atualmente o título mais assistido da plataforma no Brasil. Embora conte uma história fictícia, o romance foi inspirado em experiências reais vividas pela roteirista e diretora Leah McKendrick.
A trama acompanha Jill (Zoey Deutch), uma chef que tenta lidar com a morte da irmã mais nova, Isabelle (Ciara Bravo). Para continuar se sentindo próxima dela, a personagem deixa mensagens de voz no antigo número de telefone da irmã, sem saber que ele foi transferido para um desconhecido chamado Wes (Nick Robinson), que acaba se apaixonando pela mulher por trás das gravações.
McKendrick revelou que a ideia para a trama nasceu da própria história com a caçula, Olivia Isabelle, a quem dedica o filme. Embora nunca tenha passado pelo luto retratado no longa, ela viveu uma experiência semelhante quando a irmã se mudou para Nova York para cursar a faculdade e as duas passaram a morar longe uma da outra.
Foi nesse período que a cineasta passou a deixar “longas e intermináveis mensagens de voz” contando absolutamente tudo sobre o seu dia para a caçula.
“Eu simplesmente falava tudo o que vinha à cabeça”, contou à revista People. “E seria um verdadeiro pesadelo se alguém algum dia ouvisse meu eu mais espontâneo e sem filtros. Mas, se alguém se apaixonasse justamente por essa versão sem filtros, você saberia que seria algo verdadeiro.”
A ideia de transformar mensagens de voz em elemento central da história surgiu durante um show de stand-up. Uma comediante falou sobre as longas mensagens de voz deixadas pelo pai, enquanto outra revelou que o pai havia parado de ligar porque tinha morrido. O contraste entre as duas histórias permaneceu na mente da diretora.
A partir dali, McKendrick começou a imaginar como seria continuar deixando mensagens para alguém que já não pudesse ouvi-las. Pensando na própria irmã, concluiu que, se um dia a perdesse, continuaria ligando para ela. Foi desse pensamento que nasceu Mensagens para Isabelle.
(Metrópoles)