O governo dos Estados Unidos ampliou nesta quarta-feira (1º) a ofensiva contra o PCC (Primeiro Comando da Capital) ao impor sanções econômicas contra o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelas autoridades americanas como um dos principais operadores financeiros da facção na América Latina.
Segundo o Departamento do Tesouro americano, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 150 milhões, na cotação atual), provenientes do tráfico internacional de drogas, utilizando empresas sediadas em São Paulo e parte do sistema financeiro internacional.
Shimada já é um velho conhecido da Justiça brasileira. Ele já foi alvo de uma denúncia apresentada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo contra dirigentes do Corinthians.
É apontado como responsável por uma empresa que teria participado da suposta lavagem do dinheiro desviado do contrato de patrocínio firmado entre o clube e a VaideBet.
Segundo o Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros), uma das empresas controladas por Shimada, a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, havia sido utilizada, em janeiro de 2025, para transações suspeitas, inclusive dos desvios no Corinthians.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, um falso contrato de intermediação teria sido utilizado para desviar R$ 1,4 milhão do Corinthians por meio da comissão paga no contrato de patrocínio firmado com a VaideBet.
Já segundo a Polícia Federal, Shimada fazia parte de uma organização de lavagem de dinheiro vinculada a fraudes bancárias, ou seja, golpes digitais.
Em um relatório produzido pela PF, a conta da empresa Victory Trading, da qual Shimada é sócio, recebeu 2.799 transferências fraudulentas em apenas 11 horas, somando R$ 35,17 milhões desviados de um banco.
Shimada também era dono de outras duas empresas: a Pixwave Soluções de Pagamentos e a Wave Construções Inteligentes, as mesmas companhias que agora foram incluídas na lista de sanções do Ofac dos Estados Unidos.
A reportagem procurou a defesa de Shiamada no Brasil, mas até o momento não obteve retorno. Caso uma resposta seja enviada, este texto será atualizado.
(Portal R7)