A internet encurtou distâncias e ampliou o acesso à informação. Hoje, crianças e adolescentes conseguem conhecer novas culturas, estudar, se divertir e interagir com pessoas de diferentes lugares do mundo usando apenas um celular.
Mas esse acesso quase ilimitado também trouxe novos desafios. Sem a supervisão adequada de pais e responsáveis, jovens podem ficar expostos a criminosos que utilizam plataformas digitais para praticar abusos, aliciamento, exploração sexual e outras formas de violência.
Em São Paulo, o combate a esses crimes ganhou reforço com a criação do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), ligado à Secretaria da Segurança Pública. O órgão foi criado em 2024 para monitorar atividades criminosas no ambiente virtual e identificar suspeitos antes que os crimes sejam consumados. Segundo dados divulgados pelo Estado, as ações do núcleo já contribuíram para salvar 365 vítimas de abuso e mais de mil animais.
Apesar dos avanços no trabalho de investigação e repressão, especialistas alertam que a conscientização continua sendo uma das principais ferramentas de proteção.
Com esse objetivo surgiu o Instituto Aegis, organização sem fins lucrativos dedicada à proteção digital de crianças e adolescentes, ao combate ao abuso infantil na internet e ao fortalecimento das redes de proteção familiar e escolar.
O repórter Vinicius Lara conversou com Luis Guilherme, diretor-geral do Instituto Aegis, sobre como a instituição atua para ajudar a proteger os jovens dos riscos presentes na internet.
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