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Golpes ligados à Copa do Mundo crescem e preocupam especialistas

A recomendação é redobrar a atenção durante o período da Copa do Mundo (Imagem: Arquivo / Cruzeiro FM 92,3)

As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo aumentaram significativamente no ciclo que antecede o Mundial de 2026. Levantamento da NordVPN aponta que 34% dos brasileiros conectados à internet tiveram contato com algum tipo de golpe envolvendo o tema nos últimos dois anos, quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022.

Segundo especialistas, o avanço da inteligência artificial tornou os golpes mais rápidos e sofisticados. Ferramentas acessíveis permitem a criação de sites falsos, mensagens fraudulentas e campanhas de phishing em poucas horas, ampliando o alcance dos criminosos.

Dados do Procon-SP também indicam crescimento nas reclamações relacionadas à Copa do Mundo. Entre março e maio deste ano, foram registrados 238 atendimentos, com aumento expressivo das queixas envolvendo produtos não entregues, ofertas enganosas e venda de itens falsificados.

As redes sociais continuam sendo o principal canal utilizado pelos golpistas. Instagram, WhatsApp, Facebook e TikTok lideram os registros de fraudes, que incluem principalmente venda de ingressos falsos, apostas ilegais e comercialização de produtos não oficiais.

Outra mudança observada é o uso crescente do Pix como forma de pagamento nos golpes. Especialistas alertam que a rapidez das transferências dificulta o cancelamento das operações e a recuperação do dinheiro pelas vítimas.

O mercado de figurinhas e produtos colecionáveis também entrou na mira dos criminosos. O Procon-SP registrou aumento das reclamações relacionadas à venda de álbuns e figurinhas da Copa, principalmente por anúncios enganosos e produtos que não foram entregues.

Para evitar prejuízos, órgãos de defesa do consumidor recomendam pesquisar a reputação do vendedor, desconfiar de ofertas muito abaixo do preço de mercado, verificar dados da empresa e guardar comprovantes das transações. Especialistas também orientam que consumidores evitem sites recém-criados e plataformas que ofereçam exclusivamente pagamentos via Pix.

A recomendação é redobrar a atenção durante o período da Copa do Mundo, quando o aumento da procura por ingressos, produtos temáticos e promoções costuma ser aproveitado por criminosos para aplicar fraudes.

Fernando Guimarães
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