Salvador registra mais de 150 casos da ‘doença do jardineiro’ em gatos

Nos quatro primeiros meses de 2026, mais de 150 casos da “doença do jardineiro” foram registradas em gatos de Salvador. Diante deste cenário, a Prefeitura, por meio do Centro de Controle de Zoonoses, o CCZ, vem mantendo uma estrutura especializada para monitorar o avanço da doença. A subcoordenadora de apoio e diagnóstico do centro, Ivana Barbosa, explica como ocorre o contágio e o que a população deve fazer para se prevenir.

“Então, a esporotricose é uma micose causada por um fungo do gênero Sporothrix e o contágio ocorre principalmente através do contato de uma pessoa com o animal doente ou de uma pessoa tendo contato com matéria orgânica contaminada. E os animais se contaminam através ou de um contato com outro animal doente, ou em contato também com o solo contaminado. E as medidas de prevenção é castrar os animais, porque castrando reduz as fugas, manter esses animais sem acesso à rua. Em caso de óbito, manter contato com o Centro de Controle de Zoonoses para que a gente faça esse recolhimento e a destinação correta”.

Para além dos cuidados habituais com os felinos, a subcoordenadora ainda pontua os sinais aos quais os tutores devem estar atentos, pois podem indicar uma possível infecção dos pets, e como não confundir os sintomas com outros quadros de saúde do animal.

“É, os felinos podem apresentar lesões de pele que não cicatrizam; pode apresentar nódulos, quadro respiratório como espirro, secreção. Então, se o tutor observar sinais como esses, esse animal tem que ser levado para uma avaliação com médico veterinário”.

O CCZ mantém uma unidade móvel de zoonoses, responsável por avaliar os possíveis quadros de infecção dos felinos. (Agência Brasil)

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