Levantamento nacional indica ampla aceitação da medida, que ainda depende de regulamentação para entrar em vigor/ Marcello Casal Jr Agência Brasil
Uma pesquisa de opinião aponta que 86% dos brasileiros são favoráveis à exigência de exame toxicológico para candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B. O levantamento foi encomendado pela Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox) e realizado pelo instituto Ipsos-Ipec.
O estudo ouviu 2 mil pessoas em 129 municípios do país e teve os resultados divulgados na última sexta-feira (24). A aprovação à medida se manteve elevada em todas as regiões, com destaque para Norte e Centro-Oeste, onde o índice chegou a 88%.
A exigência do exame foi incluída no Código de Trânsito Brasileiro por meio da Lei nº 15.153/2025, sancionada em dezembro do ano passado. Apesar disso, a aplicação da regra ainda depende de regulamentação por parte dos órgãos responsáveis.
Atualmente, o exame toxicológico já é obrigatório para motoristas profissionais das categorias C, D e E, como condutores de caminhões, ônibus e veículos com reboque.
De acordo com a pesquisa, a aceitação da medida também é consistente entre diferentes perfis da população. Entre mulheres, o apoio chega a 87%, enquanto entre homens é de 85%. Já entre pessoas com ensino superior, o índice alcança 91%.
Por faixa etária, os maiores níveis de aprovação estão entre pessoas de 25 a 34 anos (88%) e de 35 a 44 anos (87%). Mesmo entre os mais jovens e os mais velhos, os índices permanecem acima de 80%.
O levantamento também indica que 68% dos entrevistados acreditam que a exigência pode contribuir para o combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado. Além disso, 69% avaliam que a medida pode ajudar na redução da violência doméstica associada ao uso de álcool e outras substâncias.
O Ministério dos Transportes informou que a implementação da exigência está em análise. A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) conduz estudos sobre impactos regulatórios, incluindo capacidade da rede laboratorial, custos para os candidatos e possíveis efeitos na segurança viária.
Enquanto essa etapa não é concluída, a orientação aos Detrans estaduais é de que o exame ainda não seja exigido para a obtenção da CNH nas categorias A e B.
A previsão é que relatórios técnicos sejam apresentados nos próximos meses, subsidiando a decisão final sobre a regulamentação da medida em todo o país.
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