Em visita surpresa a Kiev nesta quinta‑feira (23), o príncipe Harry cobrou diretamente do presidente russo, Vladimir Putin, o fim de mais de quatro anos de guerra na Ucrânia e defendeu que os Estados Unidos assumam um papel central nas negociações para encerrar o conflito.
O filho caçula do rei Charles III já esteve duas vezes na Ucrânia no passado para manifestar apoio aos soldados que enfrentam a invasão russa desde fevereiro de 2022, o conflito mais letal em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
Durante um discurso no Fórum de Segurança de Kiev, diante de jornalistas, o príncipe se dirigiu diretamente ao presidente russo.
“Presidente Putin, nenhuma nação tira qualquer benefício da continuidade das perdas humanas que estamos testemunhando. Ainda há tempo, agora, para pôr fim a esta guerra. Para impedir mais sofrimento tanto para os ucranianos quanto para os russos e para escolher outro caminho”, afirmou.
O príncipe Harry, duque de Sussex, também conclamou os Estados Unidos a exercerem liderança em um momento em que a mediação americana entre Kiev e Moscou permanece suspensa desde o início, no fim de fevereiro, da guerra no Oriente Médio.
“Este é um momento para a governança norte-americana, um momento para os Estados Unidos mostrarem que podem honrar as obrigações decorrentes dos tratados internacionais, não por caridade, mas em razão de seu papel duradouro na segurança global e na estabilidade estratégica”, declarou.
Harry também elogiou a Ucrânia como exemplo de “governança” e de “unidade” desde o início da invasão russa.
“O povo ucraniano realizou algo extraordinário. Vocês se adaptaram, resistiram e mantiveram o rumo”, afirmou.
Mais cedo, o Centro Ucraniano de Combate à Desinformação e a empresa ferroviária do país haviam publicado nas redes sociais um vídeo mostrando o príncipe Harry ao desembarcar de um trem na capital ucraniana.
Durante a visita de dois dias, ele deve ir ao Halo Trust, organização humanitária especializada nos trabalhos de remoção de minas terrestres, que recebeu apoio de sua mãe, a princesa Diana, segundo a emissora britânica ITV, que acompanha a viagem.
Em setembro de 2025, Harry havia se encontrado com veteranos de guerra e autoridades ucranianas de alto escalão. Na ocasião, estava acompanhado por uma equipe de sua fundação, a Invictus Games Foundation, criada por ele em 2014 para apoiar militares feridos em combate por meio de competições esportivas.
Já em abril de 2025, o príncipe esteve com sua esposa, Meghan Markle, em um centro de reabilitação de soldados feridos na cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia.
(AFP)
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