O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) nomeou, nesta quarta-feira (15), o primogênito de Fernando Henrique Cardoso (FHC) como curador provisório do patrimônio do ex-presidente. A decisão foi fundamentada em laudo médico que atesta a condição de saúde de FHC e na anuência das duas filhas, Luciana e Beatriz, conforme a sentença.
Paulo Henrique Cardoso ficará responsável pela gestão de ativos e bens do pai por um prazo inicial de 15 dias. Nesse período, deverá apresentar a concordância formal de Patrícia Kundrát, atual companheira de FHC, com quem o ex-presidente mantém união estável desde 2014. O processo destaca ainda a relação de confiança já sinalizada anteriormente pelo próprio ex-presidente.
A nomeação está relacionada ao estado de saúde de FHC, aos laudos médicos apresentados e à necessidade de assegurar a adequada administração do patrimônio. A Corte também considerou a atual condição de mobilidade do ex-presidente e sua forma de resposta a notificações judiciais, elementos que integram o processo de curatela provisória.
A defesa da família Cardoso é conduzida pelo escritório Bermudes Advogados, representado pelos advogados Henrique Ávila, Caetano Berenguer e Fabiano Robalinho. Patrícia Kundrát, mencionada no processo por sua união estável com o ex-presidente, poderá ser formalmente incluída como curadora após o término do prazo inicial. A família não divulgou novos posicionamentos até o momento.
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