O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” em publicação feita na rede social Truth Social, poucas horas antes do fim do prazo estabelecido por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.
Na mensagem, Trump declarou que não deseja que o cenário se concretize, mas avaliou que isso “provavelmente acontecerá”, além de criticar o atual regime iraniano, que governa o país há 47 anos. O presidente norte-americano também sugeriu que uma eventual mudança de regime poderia abrir caminho para transformações políticas no país.
Um dia antes, durante pronunciamento sobre o resgate de pilotos dos EUA após a queda de um caça em território iraniano, Trump já havia afirmado que o Irã poderia ser “eliminado em uma noite”. O ultimato dado por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz termina às 21h desta terça-feira (horário de Brasília).
Antes da publicação de Trump, autoridades iranianas indicaram que o país não pretende ceder à pressão. A televisão estatal convocou a população a formar correntes humanas para proteger usinas de energia e pontes consideradas estratégicas.
O secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes do país, Alireza Rahimi, pediu a participação de jovens, estudantes, atletas e professores, afirmando que as instalações energéticas representam patrimônio nacional. Mobilizações semelhantes já ocorreram em momentos anteriores de tensão com o Ocidente.
Mais cedo, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que milhões de cidadãos estariam dispostos a se sacrificar em defesa do país. Segundo ele, mais de 14 milhões de iranianos responderam a campanhas oficiais incentivando o voluntariado, embora o país tenha população superior a 90 milhões de habitantes.
De acordo com a agência Associated Press, o clima na capital Teerã é de apreensão, com relatos de preocupação da população diante da possibilidade de novos ataques e cortes generalizados de energia.
As tensões aumentaram após fracassar uma tentativa de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Segundo a agência Reuters, o plano previa uma trégua imediata, que permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz, seguida de negociações por até 20 dias para um acordo definitivo.
A agência estatal iraniana Irna informou que Teerã rejeitou a proposta por considerar que uma pausa temporária daria tempo para adversários reorganizarem novos ataques. O governo iraniano apresentou uma contraproposta, que ainda não teve detalhes divulgados.
Até o momento, não há indicação de avanço nas negociações diplomáticas entre os países envolvidos.
Com informações do g1
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