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Relator da CPMI do INSS apresenta parecer com pedido de indiciamento de Lulinha e mais 215 pessoas

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou nesta sexta-feira (27) o relatório final da comissão com recomendação de indiciamento de 216 pessoas investigadas. A análise do documento ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou uma liminar que permitia a prorrogação dos trabalhos do colegiado.

Entre os nomes incluídos no parecer está o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Inclusão de Lulinha no relatório

Segundo o relator, há recomendação de indiciamento de Lulinha pelos crimes de tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens, organização criminosa e participação em corrupção passiva.

A defesa do empresário nega qualquer irregularidade e afirma que ele não é investigado formalmente pela Polícia Federal (PF). O nome dele apareceu ao longo das apurações, incluindo em operações de busca e apreensão realizadas contra a empresária Roberta Luchsinger, em dezembro do ano passado.

O relatório também cita indícios relacionados a supostas vantagens e à proximidade do empresário com investigados apontados como operadores do esquema, embora a comissão não tenha avançado em algumas linhas de investigação, como pagamentos periódicos e viagens que teriam sido custeadas por empresários envolvidos.

Principais indiciados

Entre os principais nomes com pedido de indiciamento estão:

  • Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como líder do esquema, acusado de organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, fraude eletrônica, furto mediante fraude e inserção de dados falsos em sistemas públicos;
  • Maurício Camisotti, identificado como operador e intermediário, com recomendação de indiciamento por organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude eletrônica, falsidade ideológica, corrupção ativa e participação na inserção de dados falsos em sistema de informações.

Encerramento da comissão

Instalada em 20 de agosto, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito tem funcionamento previsto até sábado (28). O relatório possui 4.340 páginas, organizadas em nove núcleos de investigação, envolvendo empresários, intermediários, servidores públicos, entidades e políticos.

O documento ainda recomenda que a Polícia Federal aprofunde apurações em casos que não puderam ser concluídos pela comissão.

Parlamentares da base governista apresentaram um relatório alternativo, que também deverá ser debatido. Segundo o presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), a principal divergência entre os integrantes do colegiado está nos pedidos de indiciamento.

A expectativa é de que a votação do relatório possa se estender até a madrugada, diante das divergências entre os parlamentares.

Com informações da CNN

Vinicius Lara
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