No último domingo, a Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou no Sambódromo da Marquês de Sapucaí o desfile da Acadêmicos de Niterói, que abriu o Carnaval do Rio de Janeiro com uma homenagem à sua trajetória pessoal e política — um espetáculo que aliados defenderam como manifestação cultural, mas que a oposição acusa de configurar campanha antecipada em ano eleitoral, com pedidos na Justiça Eleitoral e debates sobre o uso de recursos públicos e referências ao número 13, tradicionalmente associado ao PT nas urnas.
Críticas também vieram de candidatos anti-Lula ao Planalto, e jornais destacaram a polarização gerada pelo desfile, que mistura folia e narrativa política. No quadro Poder e Política, o jornalista Alexandre Garcia comenta que, embora adversários busquem transformar a homenagem em erro de campanha, a ofensiva judicial pode recair mais sobre a escola de samba do que sobre o presidente — argumentando que se trata de oposições táticas mais do que de um equívoco estratégico de Lula.
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