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Tratado nuclear entre EUA e Rússia expira e eleva tensão internacional

O tratado que controlava o arsenal nuclear de Estados Unidos e Rússia expirou nesta quarta-feira (4). Denominado New START, contrato marca o último acordo ativo de limitação de armas entre as duas maiores potências nucleares do mundo e elevando o clima de apreensão internacional.

O fim do New START ocorre sem consenso para sua prorrogação, apesar de negociações de última hora reveladas pelo site norte-americano Axios. Segundo a publicação, autoridades dos dois países discutiram uma possível extensão emergencial de seis meses, mas não chegaram a um acordo antes do prazo final.

As conversas ocorreram nas últimas 24 horas em Abu Dhabi e avançaram até a noite de quarta-feira. Qualquer entendimento ainda precisaria ser submetido aos presidentes Donald Trump e Vladimir Putin.

Uma autoridade norte-americana afirmou ao Axios que os Estados Unidos concordaram em atuar “de boa-fé” para iniciar discussões sobre a atualização do tratado. Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que Moscou segue disposta a dialogar, desde que Washington responda de forma “construtiva” à proposta de continuar respeitando os limites do acordo.

As negociações acontecem paralelamente a encontros tripartites nos Emirados Árabes Unidos, voltados a tentar encerrar a guerra na Ucrânia. De acordo com o Axios, os diálogos sobre o New START ocorrem sem a participação direta de autoridades do Departamento de Estado dos EUA responsáveis pelo controle de armamentos. Pelo lado norte-americano, participam o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Trump.

Ainda não há definição se um eventual compromisso entre Washington e Moscou para seguir os termos do tratado por mais seis meses seria formalizado oficialmente.

O que é o tratado New START

O New START é o último tratado de controle de armas nucleares entre Estados Unidos e Rússia. Assinado em 2010, durante os governos de Barack Obama e do então presidente russo Dmitry Medvedev, entrou em vigor em 2011.

O acordo limita o número de armas nucleares estratégicas, permitindo que cada país mantenha até 1.550 ogivas nucleares e 700 mísseis balísticos intercontinentais e bombardeiros de longo alcance. O texto também prevê inspeções mútuas, com até 18 verificações anuais em instalações estratégicas.

As inspeções foram suspensas em março de 2020, durante a pandemia da Covid-19. Tentativas de retomada estavam previstas para novembro de 2022, no Egito, mas foram adiadas pela Rússia e não tiveram nova data definida.

Vinicius Lara
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