Os protestos que ocorrem no Irã desde o segundo semestre de 2022 já resultaram em pelo menos 5 mil mortes, segundo declaração feita por um funcionário do próprio regime. As estimativas englobam civis, manifestantes e membros das forças de segurança ao longo de mais de dois anos de mobilizações e confrontos com o governo.
As manifestações, iniciadas após a morte de Mahsa Amini enquanto estava sob custódia da polícia de moralidade, evoluíram para um movimento mais amplo contra a liderança política e religiosa do país. O número de vítimas citado pelo funcionário representa uma das estimativas mais altas já divulgadas por um representante oficial, em meio ao intenso esforço de controle de informação por parte das autoridades iranianas.
Desde o início dos protestos, diversas organizações de direitos humanos e grupos de monitoramento internacional têm denunciado repressão violenta, prisões em massa, torturas e uso excessivo da força pelas autoridades iranianas para tentar conter os manifestantes. Relatórios anteriores já apontavam centenas de mortes, mas os novos números indicam uma escalada significativa do número de vítimas com o passar do tempo.
O anúncio também ocorre em um momento de tensões regionais e disputas internas no Irã, afetando sua relação com outras potências globais e provocando reações diplomáticas em diferentes partes do mundo.
As autoridades iranianas ainda não divulgaram um balanço oficial consolidado dos protestos ou confirmaram publicamente todos os dados apresentados pelo funcionário do regime.
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