O sambista, cantor, compositor e pesquisador Cláudio Silva lança no dia 16 de janeiro o videoclipe da canção inédita “Chagas e Mazelas” em seu canal no YouTube. O lançamento será celebrado com uma roda de samba liderada pelo artista, a partir das 20h, na Rua Cônego Januário Barbosa, 123, no jardim Vergueiro, em Sorocaba, com entrada gratuita.
A produção audiovisual, realizada com recursos da Lei Aldir Blanc e apoio do Ministério da Cultura e da Secretaria de Cultura de Sorocaba, marca um momento histórico na trajetória do artista natural de Avaré radicado em Sorocaba.
Com direção de Rodrigo Cabrerisso, responsável também pelo documentário sobre Cláudio Silva, o videoclipe apresenta uma narrativa visual potente sobre fé, ancestralidade africana e os desafios contemporâneos da humanidade. A música, composta durante a pandemia de Covid-19 em parceria com Marcelinho Barbosa, de Ribeirão Preto, é uma reverência a Obaluaê e Omolu, orixás da doença e da cura.
“Sempre foi algo surreal para mim, porque venho de uma época onde videoclipe era superprodução que passava na televisão. Só topei fazer quando encontrei o Cabrerisso, um diretor em quem confio”, afirma Cláudio Silva.
Uma oração audiovisual
Gravado no terreiro do Quilombo do Caxambu, em Salto de Pirapora, próximo a Pilar do Sul, o clipe traz participações especiais da ialorixá Cíntia Delgado e dos atores Camila Rocha (interpretando Omolu) e Victor Mota, de Sorocaba (no papel de Oxalufã). A fotografia é assinada por Giuliano Lopes, e a produção contou com a participação dos músicos Agrício Costa (cavaco, arranjo e direção musical), Marcus Felipe Meninão (violão 7 cordas); Fabio Serra, Manu Neto, Michel Luis (percussão); Natália Ortega (violoncelo); Letícia Nunes (voz) e Larissa Bassoi (voz).
Gravado no estúdio Solana Records, em Sorocaba, o single “Chagas e Mazelas” é um chamado à reflexão e dialoga diretamente com questões urgentes como desmatamento, intolerância religiosa e a desconexão da humanidade consigo mesma. “O homem de nada entende a sua natureza / perdeu a pureza, minguou sua fé”, sentencia um dos versos. “O clipe tem como força central mostrar que estamos perdendo a mão de cuidar da nossa casa. Mas, para além disso, a gente não se entende mais como humanidade”, explica o compositor.
O olhar do diretor
Rodrigo Cabrerisso assinala que trabalhar com Cláudio Silva representa uma responsabilidade artística e social. “Ele tem muito compromisso com a negritude e com as heranças africanas. Sempre estudo muito para desenvolver projetos com ele, porque ele preza pelas raízes e não gosta de distorções”, conta o diretor.
Também diretor do documentário “Cláudio Silva – Um Baobá do Interior”, de 2024, que narra a biografia do artista, Cabrerisso destaca que o videoclipe foi concebido como uma reza visual. “Eu quis retratar a fé dele e o caminho que Cláudio faz em direção a essa fé. Não quis mostrar apenas ele e os orixás, mas toda a comunidade que ele representa e forma. O Cláudio é alguém que abraça as pessoas, ensina e traz luz”, conclui.
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