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Desaparecimento de jovem no Pico Paraná é investigado; até agora, sem sinais de crime

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou, por meio de nota, que trata como desaparecimento — sem indícios de crime — o caso envolvendo o jovem Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, que sumiu no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

As buscas chegaram ao quarto dia neste domingo (4) e mobilizam equipes especializadas em uma operação considerada cada vez mais complexa, devido ao terreno acidentado, à mata fechada e às condições climáticas da região.

Roberto iniciou a subida ao Pico Paraná no dia 31 de dezembro, acompanhado de uma amiga. Durante a ascensão, o jovem passou mal e chegou a vomitar algumas vezes, mas mesmo assim conseguiu alcançar o cume da montanha, considerado o ponto mais alto do Sul do Brasil. No entanto, durante a descida, ele acabou se separando do grupo e não foi mais visto.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o jovem está sem celular, sem pertences pessoais e com pouca comida, o que aumenta a preocupação com seu estado de saúde e com sua sobrevivência após vários dias desaparecido.

Em nota oficial, a Polícia Civil destacou que já iniciou diligências para apurar o caso:

“A Polícia Civil do Paraná informa que foi registrado boletim de ocorrência na Delegacia de Campina Grande do Sul, referente ao desaparecimento de um jovem de 20 anos na região do Pico Paraná. Equipes policiais já iniciaram diligências para apurar a ocorrência. Até o momento, o caso é tratado como desaparecimento, sem indícios de crime.”

Ainda conforme a PCPR, investigadores estiveram no local neste sábado (3), ouviram familiares e pessoas que também realizaram a trilha. Uma das pessoas que acompanhava o jovem durante o percurso foi ouvida na delegacia.

O comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), major Ícaro Gabriel Greinert, afirmou ao portal Ric.com.br que todas as trilhas conhecidas já foram vasculhadas e que, neste momento, a principal hipótese é de que Roberto esteja perdido em área de mata fechada.

“Todas as trilhas em que ele pudesse estar machucado ou perdido já foram percorridas. Então, na nossa avaliação, ele não está mais em uma área de trilhas, mas em área de mata. Estamos em uma fase bastante complexa, tentando localizá-lo dentro do mato aqui no parque”, explicou o major.

Cristiane Carvalho
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