O ex-assessor especial para assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro, o sorocabano Filipe Martins, que tem 38 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (2) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.
A ação foi realizada pela Polícia Federal (PF) em cumprimento a uma ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Após a prisão em casa, Martins foi levado para a sede da Polícia Federal no município.
De acordo com informações apuradas pelo portal g1, a expectativa é de que ele seja transferido para uma penitenciária nos próximos dias, conforme os trâmites legais determinados pela Justiça.
Segundo o STF, a prisão foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares impostas no regime de prisão domiciliar, que havia sido decretado em 27 de dezembro.
Entre as restrições estava a proibição do uso de redes sociais, condição que, de acordo com a Corte, teria sido violada.
A defesa de Filipe Martins nega o descumprimento das determinações judiciais. Em entrevista, o advogado Jeffrey Chiquini afirmou que o ex-assessor não infringiu as medidas cautelares e informou que irá se reunir com outros advogados para definir os próximos passos da estratégia de defesa.
De acordo com Chiquini, Martins vinha cumprindo rigorosamente todas as ordens judiciais há mais de 600 dias. O advogado declarou que o cliente nunca havia recebido advertências ou punições anteriores por descumprimento de decisões judiciais.
Na decisão que determinou a prisão, Alexandre de Moraes afirmou que houve violação clara da medida cautelar. Segundo o ministro, em 29 de dezembro de 2025 foi registrada nos autos a informação de que Martins teria utilizado a rede social LinkedIn para buscar perfis de terceiros, o que configuraria o descumprimento da proibição.
Moraes destacou ainda que a própria defesa reconheceu o uso da rede social, rejeitando o argumento de que a plataforma teria sido utilizada apenas para fins de organização de informações relacionadas à ampla defesa. Para o ministro, a conduta demonstraria desrespeito às determinações judiciais e ao ordenamento jurídico.
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do STF em julgamento realizado no dia 16 de dezembro. A condenação se refere a crimes como tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, danos ao patrimônio público e participação em organização criminosa.
Ele integra o chamado “núcleo 2” da trama golpista investigada pelo STF, grupo que reuniria pessoas acusadas de atuar para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições. Outros cinco réus desse núcleo também foram condenados, enquanto um delegado da Polícia Federal foi absolvido.
A prisão domiciliar de Martins havia sido decretada após o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques ser preso no Paraguai, ao tentar fugir para El Salvador com documentos falsos. Além da restrição às redes sociais, Martins estava sujeito ao uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e entrega de passaportes, entre outras medidas.
Por fim, a defesa voltou a afirmar que Filipe Martins é alvo de perseguição política. Em nota, o advogado classificou a decisão como uma “medida de vingança” e sustentou que a prisão representa, na prática, o início do cumprimento da pena, independentemente do cumprimento das cautelares impostas anteriormente.
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