O governo federal anunciou que vai atuar para mitigar o impacto das tarifas impostas pela China sobre a carne bovina brasileira. A medida chinesa, que entra em vigor nesta quinta-feira, cria uma cota anual de importação de cerca de 1,1 milhão de toneladas para o Brasil e estabelece uma tarifa adicional de 55% sobre volumes que ultrapassarem esse limite, medida que será aplicada por três anos.
Os Ministérios do Desenvolvimento, Agricultura e Relações Exteriores informaram que o governo tem acompanhado o tema com atenção e atuará de forma coordenada com o setor privado e com o governo da China, tanto em negociações bilaterais quanto no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de defender os interesses dos produtores e trabalhadores do setor.
As medidas chinesas foram adotadas sob o argumento de que o aumento das importações de carne bovina prejudicou a indústria doméstica do país asiático, e já vinham sendo discutidas em uma investigação iniciada no ano passado.
O Brasil é o principal fornecedor de carne bovina para a China, e a taxa adicional potencialmente afeta parte significativa das exportações do agronegócio brasileiro. O governo brasileiro reafirmou que manterá o diálogo com Pequim e poderá buscar compensações ou soluções nos fóruns internacionais, visando reduzir os efeitos das novas tarifas sobre as vendas da proteína ao maior mercado externo do produto.
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