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Deputados gastaram R$ 223 milhões de cota parlamentar em 2025

Os deputados federais gastaram R$ 223,5 milhões com a cota parlamentar em 2025, o equivalente a R$ 436 mil por congressista. A maior parte foi gasta com divulgação da atividade parlamentar, uma autopromoção do mandato, com R$ 90,9 milhões.

Câmara custeia despesas como divulgação do mandato, aluguel de carros e passagens aéreas. O montante não inclui despesas com salários de funcionários ou auxílio-moradia.

Campeã entre os deputados, a despesa de divulgação de mandato é ampla: remunera ações como impulsionamento de redes sociais, campanhas de publicidade e até vídeos institucionais do parlamentar.

Os maiores gastos da cota parlamentar em 2025

  1. Divulgação da atividade parlamentar – R$ 90,9 milhões (41%);
  2. Aluguel de veículos – R$ 38,9 milhões (17%);
  3. Manutenção de escritório – R$ 31,1 milhões (14%);
  4. Passagem aérea – R$ 27,5 milhões (12%);
  5. Combustíveis – R$ 21,5 milhões (10%);
  6. Outros – R$ 13,5 milhões (6%).

Quatro dos cinco deputados que mais usaram a cota parlamentar são da região Norte. Apesar do gasto maior com passagens de avião para esses Estados mais distantes de Brasília, os parlamentares concentraram seus gastos na divulgação da atividade parlamentar. A deputada Antônia Lúcia (Republicanos-AC), por exemplo, despendeu R$ 464 mil nessa categoria.

Os deputados que mais gastaram a cota parlamentar em 2025

  1. Deputado Zé Adriano (PP-AC) – R$ 581 mil;
  2. Deputado Josenildo (PDT-AP) – 579 mil;
  3. Deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) – R$ 570 mil;
  4. Deputado Roberto Duarte (Republicanos-AC) – R$ 567 mil;
  5. Deputada Antônia Lúcia (Republicanos-AC) – R$ 565 mil.

Procurados, os congressistas não responderam.

Gastos não incluem salários de funcionários ou auxílio-moradia

Os R$ 223,5 milhões da cota parlamentar não abarcam todos os gastos dos deputados federais. A conta não inclui, por exemplo, o custeio de salários de funcionários, chamado de verba de gabinete. Cada parlamentar tem R$ 133,2 mil por mês para remunerar até 25 secretários, que trabalham em Brasília ou em outros Estados. Esses trabalhadores ganham até R$ 18,7 mil, fora benefícios.

A Câmara ainda custeia um auxílio-moradia de R$ 4,2 mil mensais para os deputados que não ocupam os imóveis funcionais da Casa na capital federal. O órgão ainda pode pagar mais R$ 4,1 mil para custear o aluguel do parlamentar. Essas despesas somaram R$ 4,8 milhões em 2025.

Dos 513 deputados, 417 usam os apartamentos funcionais, situados em áreas nobres de Brasília. Os prédios de alto padrão ainda contam com segurança 24 horas por dia.

Cibelle Freitas
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