Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA em exercício no Mar do Caribe/ Foto: Sgt. Nathan Mitchell/SGT. NATHAN MITCHELL
As Forças Armadas dos Estados Unidos interceptaram mais um navio petroleiro em águas internacionais próximas à Venezuela, ampliando a ofensiva contra o comércio de petróleo do país sul-americano. A nova ação foi registrada neste domingo (21) e envolve o petroleiro Bella 1, que seguia para a Venezuela para abastecimento.
Segundo informações das agências Bloomberg e Reuters, o Bella 1 navegava sob bandeira do Panamá e passou a ser acompanhado pela Guarda Costeira norte-americana. A Casa Branca foi procurada, mas não se manifestou oficialmente sobre a operação até o momento.
A interceptação ocorre menos de 24 horas após outra ação semelhante. No sábado (20), forças americanas já haviam parado um petroleiro ao largo da costa venezuelana. Na ocasião, a embarcação interrompeu a navegação voluntariamente e permitiu a abordagem militar.
Em publicação nas redes sociais, a vice-porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou que o navio transportava petróleo sancionado da estatal venezuelana PDVSA e operava com bandeira falsificada, integrando o que os Estados Unidos classificam como uma frota clandestina usada para driblar sanções internacionais.
As ações fazem parte do bloqueio anunciado pelo presidente Donald Trump na última terça-feira (16), que prevê a interceptação de todos os petroleiros sancionados que entram ou saem da Venezuela. A medida representa uma escalada da pressão econômica e militar sobre o governo de Nicolás Maduro.
Desde a apreensão de um grande petroleiro em 10 de dezembro, as exportações venezuelanas de petróleo bruto apresentaram forte retração, segundo dados de mercado. Ainda assim, algumas embarcações seguem fora do alcance das sanções, como navios provenientes do Irã, da Rússia e petroleiros operados pela empresa americana Chevron.
Para contornar as restrições impostas desde 2019, comerciantes que negociam petróleo venezuelano passaram a recorrer às chamadas “frotas paralelas”, formadas por navios que ocultam ou falsificam dados de localização. De acordo com a plataforma TankerTrackers.com, das cerca de 70 embarcações que atuam nesse esquema, 38 estão sob sanções do Departamento do Tesouro dos EUA, sendo ao menos 15 carregadas com petróleo ou combustível.
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