Nos últimos dias de dezembro de 2025, os Correios do Brasil enfrentam uma paralisação parcial de atividades, resultado da mobilização de trabalhadores em diversos estados do país. A greve foi aprovada por sindicatos da categoria em meio a negociações consideradas tensas com a direção da estatal, especialmente em relação ao acordo coletivo de trabalho, reajustes salariais e manutenção de benefícios históricos.
A mobilização segue em curso e não foi suspensa até o momento. As tratativas avançam com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), enquanto os impactos já começam a ser sentidos em alguns serviços logísticos, incluindo a entrega de passaportes e documentos oficiais.
Em 16 de dezembro de 2025, sindicatos representativos dos trabalhadores aprovaram, em assembleias regionais, a paralisação por tempo indeterminado. A greve foi oficialmente iniciada no dia 17 de dezembro, com adesão em unidades operacionais de vários estados.
A decisão ocorreu após a falta de consenso entre as reivindicações da categoria e as propostas apresentadas pela direção dos Correios. Entre os principais pontos de insatisfação estão a reposição da inflação nos salários, a preservação de cláusulas do acordo coletivo, benefícios de fim de ano e condições de trabalho.
Segundo levantamentos da imprensa nacional, a paralisação foi registrada em ao menos nove estados brasileiros, incluindo Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Em algumas regiões, especialmente no estado de São Paulo, houve registros de piquetes e paralisações operacionais, o que intensificou os efeitos locais da greve. Ainda assim, a adesão é considerada parcial e regionalizada.
A empresa classifica o serviço postal como essencial e afirma manter suas atividades em funcionamento, mesmo diante da mobilização sindical.
Mesmo com a greve em andamento, a direção dos Correios informou que todas as agências seguem abertas e que as entregas continuam sendo realizadas em todo o território nacional. De acordo com dados divulgados pela própria estatal, cerca de 90% do efetivo permanece trabalhando, o que impede uma interrupção total dos serviços.
Medidas contingenciais foram adotadas para preservar entregas consideradas prioritárias. Esse cenário explica por que muitos usuários ainda conseguem enviar e receber encomendas, apesar de relatos pontuais de atrasos, especialmente em determinadas rotas logísticas.
O impasse ganhou a mediação direta do TST, que apresentou uma proposta de acordo às partes, prevendo ajustes salariais e manutenção de benefícios. A proposta está sendo analisada e votada em assembleias da categoria.
Caso seja aprovada, uma audiência deve ser marcada ainda em dezembro para a assinatura do novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Até lá, a paralisação permanece válida.
Para quem aguarda a entrega de passaportes emitidos pela Polícia Federal, vistos internacionais ou outros documentos sensíveis, a paralisação parcial pode gerar alguns efeitos práticos.
O principal impacto é a possibilidade de atrasos nos prazos de entrega, especialmente em regiões com maior adesão à greve. Além disso, o rastreamento das encomendas pode apresentar lentidão na atualização, criando a impressão de que o objeto está parado, mesmo estando em processo de distribuição.
Nesses casos, é recomendável manter contato com o órgão emissor do documento, seja a Polícia Federal ou consulados e embaixadas, para confirmar prazos e orientações específicas durante o período de instabilidade logística.
Diante do cenário atual, a orientação é acompanhar o rastreamento diariamente, confirmar prazos diretamente com o órgão emissor e evitar compromissos de viagem imediatos enquanto o documento não estiver em mãos. Quando disponível, vale também verificar alternativas de retirada ou envio junto à instituição responsável.
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