O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou com restrições a fusão entre a Petz e a Cobasi, que cria gigante do mercado pet no país. Para seguir em frente com a operação, as empresas precisarão vender entre 20 e 30 unidades em São Paulo, das quais a maioria está na capital paulista.
Em fatos relevantes, as empresas disseram que o acordo prevê a venda de 26 lojas no estado de São Paulo, que representam 3,3% do faturamento da companhia combinada nos últimos 12 meses. Nos balanços de resultados do terceiro trimestre deste ano, as empresas informaram ter, juntas, 515 unidades (251 da Cobasi e 264 da Petz).
A decisão de concentrar em um estado as lojas a serem vendidas possibilita um “reforço competitivo após a operação na praça de maiores preocupações”, apontou o relator do caso, o conselheiro José Levi.
O acordo com Petz e Cobasi proposto por Levi só não foi seguido pela conselheira Camila Alves. Ela apontou que não tinha segurança sobre as lojas escolhidas para serem repassadas por Petz e Cobasi.
“Mesmo após o remédio, vamos ter quantidade importante de mercados que se mantêm problemáticos”, apontou.
O Cade também determinou uma série de remédios comportamentais, como a restrição em cláusulas de exclusividade.
A transação entre as empresas foi anunciada ao mercado em meados de agosto de 2024. Em fato relevante, ambas informaram possuir 11% de participação no total do mercado pet brasileiro.
De acordo com as condições pactuadas, os acionistas da Cobasi receberão 47,4% da nova companhia. Os da Petz terão 52,6% e mais R$ 400 milhões, sendo R$ 130 milhões distribuídos em dividendos.
A receita bruta anual deve girar em torno de R$ 7 bilhões. A economia de custos estimada com a fusão chega a R$ 330 milhões com as sinergias.
Em junho, a operação havia sido aprovada sem qualquer tipo de condição pela Superintendência-Geral do Cade, a primeira instância na autarquia.
A aprovação sem restrições sofreu forte resistência de concorrentes da nova companhia. De acordo com Barbara Rosenberg, advogada da Petlove, as duas empresas “são as únicas duas grandes redes integradas com escala, poder de compra, densidade geográfica, estratégia unicanal e força de marca”.
“Nenhum outro conseguiria replicar isso no curto e médio prazo. Há um duopólio efetivo que impacta todo o mercado. A fusão acaba por eliminar justamente essa rivalidade”, acrescentou.
Petz e Cobasi apontaram que a concorrência deve levar em conta as lojas digitais, como a Petlove, porque hoje os consumidores pesquisam o melhor preço tanto nas lojas físicas quanto nas online.
“A tese de duopólio ignora a força efetiva dos demais formatos e canais digitais”, apontou Paola Pugliesi, advogada da Petz.
“A operação tem objetivo bastante claro: reduzir custos por meio de economias e eficiências”, apontou Daniel Costa Rebelo, advogado da Cobasi.
O mercado pet brasileiro é formado por uma diversidade de concorrentes de portes variados, avaliou o Cade. Ele inclui pet shops, supermercados e agrolojas, entre outros.
Fonte: Folha de SP
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