Operação Carbono Oculto 86 interditou 49 postos de combustíveis no Piauí, Maranhão e Tocantins por suspeita de lavagem de dinheiro para a facção criminosa PCC.
A operação foi deflagrada nesta terça-feira, dia 4 de novembro, pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil do Estado, e investiga a infiltração da organização criminosa no setor de combustíveis do Piauí.
O grupo utilizava a estrutura de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar capitais ilícitos, fraudar o mercado de combustíveis e ocultar patrimônio.
O secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, explica como funcionava a distribuição da organização:
“Eles tinham transações e triangulações com distribuidoras de São Paulo — o grupo Aster, Copap — e esses grupos vendem o quê? Aditivos, vendem álcool. Eles compravam lá de São Paulo esses volumes, e tinham que fazer essa mistura para fraudar qualitativamente, ou seja, a qualidade do combustível para o consumidor, além da bomba baixa. Isso fez com que, com o avançar da operação, eles precisassem de uma estrutura.”
A investigação revelou interconexão direta entre empresários locais e os mesmos fundos e operações financeiras investigados pela Operação Carbono Oculto em nível nacional, que integrou a Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público de São Paulo e a Polícia Militar paulista, para desarticular esquema nacional de lavagem de dinheiro de organizações criminosas.
O secretário Chico Lucas também explica por que Teresina, municípios do interior do Estado, do Maranhão e do Tocantins foram escolhidos pela facção criminosa:
“Por que Teresina? Teresina é a única capital do Nordeste que não fica no litoral. Você tem como alimentar. Então veja: Tocantins, interior do Maranhão, interior do Piauí — na nossa visão, e a gente vai aprofundar as investigações — o braço financeiro pensou que teria menos fiscalização no Piauí, porque é um estado lá do pessoal do Sul, com menos estrutura. A gente não está tão habituado a enfrentar organizações criminosas, principalmente o braço financeiro.”
O esquema de fraudes movimentou mais de 5 bilhões de reais.
Entre os principais alvos da operação estão os antigos proprietários da Rede HD de postos de combustíveis: Raran Santiago, Girão Sampaio e Danilo Coelho de Souza. (Agência Brasil)
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