A Polícia Federal (PF) prendeu na manhã desta quinta-feira (6) o empresário Marco Mott, em sua residência em um condomínio de luxo em Araçoiaba da Serra, na Região Metropolitana de Sorocaba (SP), durante a segunda fase da Operação “Copia e Cola”, que apura suspeitas de fraudes em contratos da área da saúde no município.
Ao todo, a PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). A Justiça também determinou o sequestro e a indisponibilidade de cerca de R$ 6,5 milhões em bens de alguns investigados, além da aplicação de medidas cautelares, como suspensão de função pública e proibição de contato entre os envolvidos.
O prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), confirmou em suas redes sociais que foi afastado do cargo por 180 dias por determinação judicial.
Primeira fase da operação
Deflagrada em 10 de abril deste ano, a primeira fase da Operação Copia e Cola cumpriu mandados na Prefeitura de Sorocaba, na residência do prefeito e em outros endereços, incluindo imóveis de luxo. Na ocasião, os investigados foram acusados, conforme suas participações individuais, dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, peculato, contratação direta ilegal e frustração de licitação.
As investigações começaram em 2022, a partir de suspeitas de fraudes na contratação de uma Organização Social (OS) responsável pela gestão de serviços de saúde no município. Segundo a PF, também foram identificados atos de lavagem de dinheiro por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e transações imobiliárias. Na primeira fase, a Justiça havia determinado o sequestro de até R$ 20 milhões em bens e valores, além de proibir a OS investigada de firmar novos contratos com o poder público.
Entre os investigados estão o prefeito Rodrigo Manga e o empresário Marco Silva Mott, que atua nos setores imobiliário e de estacionamentos em Sorocaba.
Defesa
Em nota, os advogados Antonio Sergio A. de Moraes Pitombo e Beatriz de Oliveira Ferraro Caloi, responsáveis pela defesa de Marco Mott, afirmaram que a prisão do empresário “decorre de conjecturas e suposições da polícia judiciária”.
“A defesa irá esclarecer os equívocos. Trata-se de medida desnecessária, já que nosso cliente sempre esteve à disposição das autoridades e já prestou esclarecimentos iniciais. Levaremos esses pontos ao tribunal, que poderá compreender melhor os fatos”, afirmaram.
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