Dr. Flavio Machado Instituto Homem
O Brasil enfrenta uma epidemia silenciosa: a da automedicação. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, cerca de 77% da população admite consumir medicamentos por conta própria, sem orientação profissional. No universo da saúde sexual masculina, essa prática tem ganhado contornos ainda mais preocupantes com o uso indiscriminado da tadalafila, substância vasodilatadora indicada originalmente para o tratamento da disfunção erétil e da hipertensão pulmonar.
Em 2024, o medicamento figurou entre os mais vendidos no país, ocupando o quinto lugar no ranking de genéricos com mais de 61 milhões de unidades comercializadas, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos). O alto volume de vendas, no entanto, não reflete apenas o aumento de diagnósticos formais, mas sim uma tendência preocupante: o uso recreativo da tadalafila por homens jovens e saudáveis, muitas vezes sem qualquer prescrição médica.
No consultório, o médico Flavio Machado, especialista em saúde sexual masculina e fundador do Instituto Homem, observa o crescimento do que ele chama de “Geração Tadalafila” — homens que utilizam o medicamento como se fosse um suplemento para melhorar a performance sexual em festas, encontros ou situações de ansiedade.
“Muitos desses pacientes não têm nenhuma disfunção física. O que enfrentam é insegurança emocional, ansiedade de desempenho e medo de falhar. A tadalafila acaba sendo usada como muleta emocional”, explica o médico.
Embora pareça inofensivo, o uso sem prescrição médica pode causar efeitos colaterais importantes, como queda de pressão arterial, dores de cabeça, visão turva, rubor facial, taquicardia e até complicações cardíacas — principalmente quando combinado com álcool ou outras substâncias.
Para além dos riscos físicos, o uso frequente da tadalafila pode desencadear uma dependência emocional. O homem passa a acreditar que só consegue manter relações sexuais com a ajuda do comprimido, o que afeta diretamente sua autoconfiança e intensifica a ansiedade, criando um ciclo difícil de quebrar.
“O maior perigo é psicológico. Quando o remédio se torna uma bengala emocional, o homem perde a autonomia sobre a própria sexualidade”, alerta Dr. Flavio.
Segundo o especialista, muitos homens evitam procurar ajuda médica por vergonha, orgulho ou desinformação. No entanto, o uso da tadalafila sem acompanhamento pode mascarar condições clínicas sérias, como diabetes, doenças cardiovasculares, depressão ou desequilíbrios hormonais — problemas que frequentemente se manifestam com sintomas de disfunção erétil.
No Instituto Homem, a abordagem é centrada no cuidado integral, que considera corpo, mente e o contexto de vida do paciente. “Não se trata de proibir o uso da tadalafila, mas de orientar. O medicamento tem sua importância, mas deve ser prescrito e acompanhado por um profissional capacitado”, reforça o médico.
A facilidade de acesso ao medicamento, inclusive pela internet ou em farmácias sem rigor na fiscalização, escancara um problema de saúde pública. Para o especialista, é urgente promover educação em saúde sexual desde cedo, além de campanhas de conscientização que incentivem o diálogo aberto sobre o tema. “Homem que fala de saúde, cuida. E quem cuida, vive melhor”, conclui Dr. Flavio.
Se você tem usado tadalafila por conta própria, sem diagnóstico e sem acompanhamento médico, a recomendação dos especialistas é clara: interrompa o uso e procure orientação profissional. A saúde sexual não deve ser tratada com improviso, mas com atenção, responsabilidade e cuidado adequado. (Com informações da assessoria de comunicação corporativa do Instituto Homem)
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