Nos Estados Unidos, o governo norte-americano, que tem adotado uma postura intervencionista e protecionista durante a gestão de Donald Trump, anunciou o fim da isenção de impostos para pacotes de até US$ 800 — medida que beneficiava diretamente plataformas como Shein e Temu.
Essa é a versão norte-americana da famosa “taxa das blusinhas”, que causou profundo desgaste ao presidente Lula quando foi anunciada por Brasília, visando atender a uma demanda dos fabricantes nacionais preocupados com a concorrência desigual promovida por empresas que atuam por aplicativo diretamente da China.
A partir de 29 de agosto de 2025, todas as remessas enviadas por essas empresas estarão sujeitas a tarifas, independentemente do valor. A decisão tem como objetivo equilibrar a concorrência com o varejo nacional, reforçar a fiscalização sobre produtos ilegais e combater práticas comerciais consideradas desleais.
Na América Latina, os efeitos das novas tarifas já são perceptíveis. O volume de compras internacionais intermediadas por plataformas de pagamento caiu 13,6% no primeiro semestre de 2025, totalizando US$ 4,6 bilhões. Entre as classes C, D e E, a queda foi ainda mais acentuada: 35%, o que representa cerca de 14 milhões de consumidores que deixaram de comprar em sites estrangeiros.
Governos latino-americanos estão implementando tarifas sobre compras internacionais de pequeno valor como forma de frear o crescimento acelerado de plataformas chinesas de comércio eletrônico, como Shein, Temu e AliExpress.
A medida busca proteger o varejo local e reduzir perdas na arrecadação fiscal.
O aumento expressivo no número de consumidores dessas plataformas tem gerado preocupação.
No primeiro semestre de 2025, a Temu registrou crescimento de 143% no número de usuários ativos mensais na América Latina, atingindo 105 milhões. A oferta de produtos com preços extremamente baixos, vindos diretamente da China, tem pressionado o comércio tradicional e afetado a competitividade das empresas locais.
Para enfrentar esse cenário, países como o Brasil passaram a cobrar tarifas sobre compras internacionais de até US$ 50, que antes eram isentas. Desde agosto de 2024, essas compras são taxadas em 20%. Já os produtos entre US$ 50 e US$ 3 mil estão sujeitos a uma alíquota de 60%, além do ICMS estadual, que varia entre 17% e 20%.
Grandes varejistas brasileiras, como Renner, C&A e Riachuelo, registraram aumento nos lucros no segundo trimestre de 2025. A redução da diferença de preços entre produtos nacionais e importados levou consumidores a priorizar marcas locais, que oferecem entrega mais rápida e possibilidade de retirada em loja.
Com a chegada do inverno e datas comemorativas como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, o varejo nacional projeta resultados positivos para o terceiro trimestre. A Renner, por exemplo, registrou aumento nas vendas a preço cheio durante a temporada de frio.
A “taxa das blusinhas” se consolida como uma resposta estratégica dos governos diante do avanço do comércio eletrônico chinês. A medida busca equilibrar o mercado, preservar empregos e garantir maior arrecadação fiscal em um cenário de crescente digitalização do consumo.
Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétricos (ABVE) mostram que foram emplacados mais de 80…
O número de pequenos negócios abertos no Brasil bateu novo recorde nos primeiros dois meses…
O técnico argentino Hernán Crespo não comanda mais a equipe de futebol masculino do São…
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deixará o governo Lula (PT) na semana que vem para concorrer ao…
O ator e cantor Dado Dolabella, 45, anunciou nesta segunda-feira (9) sua desfiliação do Movimento Democrático…
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nesta segunda-feira (9) que alcançou ao menos 29 assinaturas para pedir…